Passaram-se apenas 45 dias depois que o governo redirecionou 2,54 bilhões de reais do Programa Minha Casa, Minha Vida para sustentar a linha de crédito imobiliário Pró-Cotista, que havia sido interrompida. Hoje a CEF suspendeu a linha novamente por falta de recursos.
Haviam sido disponibilizados para a linha, este ano, R$ 5 bilhões, aprovados ainda no ano passado pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
Pouco mais de 4 meses haviam se passado, em 2017 e mais da metade do dinheiro reservado já estava contratado e a outra parte em fase de análise. Segundo informa a Caixa em nota, os R$ 2,54 bilhões já estão comprometidos, por isso a linha voltou a ser interrompida. O banco informou também que não há previsão de novos aportes para a linha.
O Pró-Cotista tem tido muita demanda desde o ano passado, devido à escassez de recursos de fontes com taxas de juros equivalentes, como a caderneta de poupança.
A linha Pró-Cotista só pode ser acessada por trabalhadores com pelo menos três anos de vínculo com o FGTS. Também precisam estar trabalhando ou ter saldo na conta do FGTS de pelo menos 10% do valor do imóvel.
Os juros são de 7,85% para clientes que tenham débito em conta ou conta-salário, chegando a 8,85% ao ano para quem não cumpre esta exigência. O valor máximo dos imóveis a serem financiados é de R$ 950 mil para Minas, Rio, São Paulo e Distrito Federal e de R$ 800 mil no restante do país. Não há limite de renda familiar.
Na primeira vez que a linha foi suspensa foi ventilado que o motivo seriam os saques das contas inativas do FGTS, fato negado pela CEF, naquele momento e e que continua a ser sustentado.