Determinação é do juiz Gilberto de Moura Lima titular da 2ª Unidade Jurisdicional do Tribunal do Júri.
A Justiça determinou nesta quinta-feira (6) que a reconstituição do crime que vitimou o assessor jurídico Brunno Matos deve ser realizada em dez dias. Além da reconstituição, o juiz Gilberto Moura Lima pediu também o laudo das lesões sofridas pelas vítimas que sobreviveram aos golpes, exame toxicológico de Carlos Humberto Marão Filho e as imagens de câmeras de segurança na rua onde Brunno foi assassinado.
Nessa quarta-feira (5), Alexandre Matos e Kelvin Kim Chiang e Dieggo Polary depuseram na Delegacia de Homicídios. Carlos Humbeto Marão Filho e o vigia da rua João Nascimento Gomes devem depor até a sexta-feira (7).
Veja cada um dos pedidos da Justiça feitos nesta quinta-feira (6):
a) Que seja oficiado ao Instituto Médico Legal – IML para encaminhar os Laudos das Vítimas ALEXANDRE MATOS SOARES e KELVIN KIM CHIANG, bem como seus exames complementares e relatório sobre as lesões sofridas pela vítima fatal e as vítimas sobreviventes, prazo máximo de 10 (dez) dias;
b) Que seja oficiado ao Instituto de Criminalística – ICRIM e Delegacia Geral para que seja realizada a REPRODUÇÃO SIMULADA DOS FATOS, no prazo máximo de 10 (dez) dias;
c) Que seja oficiado ao diretor do Instituto Médico Legal – IML para encaminhar exame toxicológico realizado no dia 06/10/2014, no denunciado CARLOS HUMBERTO MARÃO FILHO, prazo máximo de 10 (dez) dias;
d) Que seja oficiado para o Delegado do 7º Distrito Policial para providenciar a acareação entre as vítimas (ALEXANDRE MATOS SOARES / KELVIN KIM CHIANG) e o denunciado DIEGO POLARY para esclarecer a participação dele no crime, prazo máximo de 05 (cinco) dias;
e) Que seja oficiado para o Delegado Titular do 7º Distrito Policial e o diretor do Instituto Médico Legal para envio do Exame Complementar no Denunciado CARLOS HUMBERTO MARÃO FILHO, em razão das lesões descritas no Laudo de fl.101, prazo máximo de 10 (dez) dias.
f) Que seja oficiado para o Delegado Titular do 7º Distrito Policial para providenciar as fitas de vigilância de todas as residências próximas ao local do crime, mostrando apenas as imagens do dia do crime, prazo máximo de 10 (dez) dias.
Relembre o caso:
O advogado Brunno Matos, seu irmão Alexandre e o amigo, Kelvin Chang estavam comemorando a eleição do vice-prefeito, Roberto Rocha ao senado federal.
Já no início da manha, quando os três saíam da casa onde a festa acontecia, no Olho d’Água, uma confusão com Diego Polary, Carlos Humberto Marão Filho e o vigia João Gomes culminou com a morte do advogado.
A autoria das facadas ainda é a principal questão a ser esclarecida: numa primeira versão para o crime, Marão teria esfaqueado Brunno. Alguns dias depois o vigia teria assumido a autoria dos golpes, mas no dia seguinte sua mãe revelou que ele estaria sendo coagido elo advogado Adaiah Martins Rodrigues Neto. A família de Brunno também diverge da versão que coloca o vigia como autor. Alexandre e Kelvin afirmaram, em depoimento, que o universitário Diego Polary os esfaqueou.
A hipótese do vigia ter sido o autor do crime seria, segundo testemunhas, a tentativa de livrar Diego Polary e Carlos Marão, sobrinho e tio.
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