Morador de Bacabal, o pequeno João Elias, de cinco meses, sofria de uma cardiopatia congênita e passou por uma cirurgia inédita na rede estadual.
João foi diagnosticado logo que nasceu com uma cardiopatia de Persistência do Canal Arterial. Com a cardiopatia, o bebê apresentava hipertensão pulmonar e pressão muito elevada do sangue no pulmão, o que poderia ocasionar diversas doenças, entre elas, a pneumonia de repetição e dificuldade respiratória grave. Por conta dessas doenças, João Elias não conseguia respirar sem auxílio da ventilação mecânica.
Com a expertise dos profissionais do Hospital e Maternidade Marly Sarney, unidade que é pública e faz parte da rede da Secretaria de Estado da Saúde, João Elias passou por uma cirurgia.
“A cirurgia consistiu na correção da persistência do canal arterial, que é a comunicação entre a veia aorta, principal do organismo, com a arterial, que leva sangue ao pulmão. Em bebês prematuros, como é o caso do João Elias, cerca de 25% dos recém-nascidos apresentam esse canal”, explicou o cirurgião-cardíaco Vinicius Nina, responsável pela cirurgia.
Além de respirar sem ajuda dos aparelhos, os ganhos para a saúde de João Elias vão desde a utilização de menos remédios para o coração até o ganho de peso, o que é crucial para o desenvolvimento mais adequado nessa idade.
“Ele já está em área ambiente e respira por ele mesmo sem ajuda de aparelhos, o que antes era feito na maior parte do tempo. Ele tem melhorado e está tolerando a dieta pela sonda. Além disso, reduzimos grande parte das medicações que usamos no pós-operatório”, explicou o coordenador da UTI neonatal da Maternidade Marly Sarney, o neonatologista Aristides Bogea Bittencourt.
Agora, a felicidade está refletida no rosto de Rodolfo Gonçalves e Thainan Ramos, pais da criança. “Eu estou muito feliz. Quem tem filho sabe o quanto é angustiante vê-lo doente. Tenho de agradecer a direção da Marly Sarney, que me ajudou muito incentivando nessa demanda, e a equipe médica e de enfermeiros, que está dando total assistência ao meu filho durante o tempo em que ele permanece na UTI neonatal”, comentou Thainan Ramos Lima, de 26 anos, supervisora de vendas.
Ela também descreveu o sentimento ao olhar e acompanhar a melhora da saúde do filho. “Hoje já vejo meu filho até com a fisionomia melhor. Noto que ele respira até com menos dificuldade”, concluiu a mãe de João Elias.
O diretor administrativo da Maternidade Marly Sarney, André Gustavo Moraes, destacou a importância do procedimento. “Temos vários avanços na unidade. Inauguramos a UTI Materna, que era um sonho antigo na maternidade; implantamos novos serviços, expandimos leitos e agora foi realizada essa cirurgia inédita na maternidade. Nosso intuito é que tenhamos sempre bons frutos e um serviço de qualidade”, pontuou.
UTI Materna
Entregue em 28 de março deste ano, UTI Materna no Hospital e Maternidade Marly Sarney fortaleceu a rede materno-infantil no estado, ampliando os cuidados voltados para as mulheres no Maranhão. A UTI Materna tem capacidade para atender pacientes obstétricas graves, no período pré, intra e pós-parto, com doenças próprias da gravidez ou nela intercorrentes, que necessitem de internação em regime de cuidados intensivos.