Inmet prevê índices entre 20% e 12% em municípios maranhenses nesta sexta-feira; riscos à saúde e incêndios florestais são preocupação
O Maranhão é um dos oito estados brasileiros incluídos no alerta laranja emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para baixa umidade do ar. A condição, válida entre 12h e 18h desta sexta-feira (31), prevê que a umidade relativa do ar fique entre 20% e 12% em municípios maranhenses, o que representa risco potencial à saúde da população e eleva as chances de incêndios florestais.

O alerta, que indica perigo, abrange 501 municípios em todo o país, incluindo áreas do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia e o Distrito Federal. No Maranhão, as regiões mais afetadas são aquelas tradicionalmente mais secas durante o período de estiagem, que se estende de maio a setembro. O fenômeno é causado pela atuação de uma massa de ar seco que se instala sobre o centro-norte do Brasil, dificultando a formação de nuvens e inibindo as chuvas.
O meteorologista do Inmet Olívio Bahia explica que o cenário faz parte do comportamento climático esperado para esta época do ano, mas exige atenção redobrada. A massa de ar seco que predomina na região central do Brasil se expande para estados vizinhos, como o Maranhão, provocando a queda acentuada da umidade. “O período seco iniciou em maio e costuma durar até setembro. Quase sempre, há risco elevado de incêndio em função da falta de chuva, do mato e do solo seco”, afirmou.
Além do alerta laranja, o Maranhão também está abrangido por um aviso amarelo, de perigo potencial, que cobre uma área maior do centro do país. Nesse cenário, a umidade pode variar entre 30% e 20%, com baixo risco de incêndios e problemas de saúde. O alerta amarelo estará em vigor entre 10h30 e 21h desta sexta-feira.

Para os municípios maranhenses, os efeitos do tempo seco já são sentidos pela população. O médico generalista Marcelo de Araújo Lopes Júnior alerta que crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias pré-existentes, como asma e rinite, ou problemas de pele, como dermatite, são os mais vulneráveis. A redução da umidade compromete as barreiras naturais de proteção do organismo, afetando as mucosas do nariz, da garganta e dos olhos, além da pele. Isso favorece o aparecimento de sintomas como dor de cabeça, sensação de cansaço, tosse, espirros, irritação na garganta, sangramento nasal, ressecamento da pele e ardência nos olhos.
A orientação para a população maranhense é priorizar a hidratação, bebendo água regularmente mesmo sem sentir sede. O uso de hidratantes na pele, a aplicação de soro fisiológico nas narinas e o uso de colírios lubrificantes também ajudam a aliviar o desconforto. O especialista aconselha evitar atividades físicas entre o fim da manhã e o meio da tarde, quando a umidade atinge os menores índices.
O alerta laranja para o Maranhão reforça a necessidade de atenção das autoridades locais para o risco de incêndios florestais, que tendem a se propagar com mais facilidade em condições de ar seco e vegetação ressecada. A Defesa Civil estadual e os corpos de bombeiros costumam intensificar o monitoramento durante o período de estiagem, mas a colaboração da população no combate a queimadas e na preservação de áreas verdes é considerada essencial.
Enquanto o centro e o norte do país enfrentam o tempo seco, o litoral Sul também está em alerta. O Inmet emitiu um aviso amarelo para ventos costeiros no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com intensificação dos ventos ao longo da sexta-feira e movimentação de dunas sobre construções na orla. O alerta abrange 48 municípios nesses dois estados.
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