Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026, contra 30% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença entre os dois, que era de 12 pontos percentuais em julho, encolheu para 9 pontos.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o BR-06591/2026.
Em relação ao levantamento anterior, Lula oscilou de 40% para 39%, enquanto Flávio Bolsonaro subiu de 28% para 30%. Na sequência, aparecem Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), empatados com 4% cada. Romeu Zema (Novo) tem 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Os demais candidatos não atingiram 1% das intenções de voto.
O percentual de indecisos é de 10%, ante 11% em julho. Os que afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer às urnas somam 8%.
A pesquisa aponta ainda que 69% dos eleitores consideram definitiva a escolha do candidato, percentual que era de 65% no mês passado. Outros 31% dizem que ainda podem mudar de opinião.
No cenário espontâneo, em que os nomes não são apresentados aos entrevistados, 51% não souberam ou não quiseram responder. Lula foi citado por 25% (ante 26% em julho), e Flávio Bolsonaro passou de 14% para 18%.
Segundo turno
A Quaest testou quatro cenários para o segundo turno. Em todos, Lula aparece numericamente à frente. No confronto direto com Flávio Bolsonaro, o presidente tem 44% contra 39% do senador. Em julho, os números eram 45% e 37%, respectivamente.
Contra Ronaldo Caiado, Lula registra 45% a 37%. Diante de Romeu Zema, o petista tem 46% contra 34%. Já no embate com Renan Santos, Lula aparece com 45% e o adversário com 35%.
Reorganização da direita
O CEO da Quaest, Felipe Nunes, atribuiu o crescimento de Flávio Bolsonaro a uma reorganização do campo político de direita e à recuperação do eleitorado antipetista. Segundo ele, um dos primeiros movimentos foi a reaproximação pública entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A pesquisa mostra que 59% dos entrevistados avaliaram positivamente a reconciliação. Entre eleitores de direita não bolsonarista, esse índice chega a 88%; entre bolsonaristas, a 90%.
A percepção de que Michelle pode ter papel decisivo na campanha de Flávio cresceu. Agora, 46% afirmam que o apoio dela aumenta as chances de vitória do senador, contra 38% em julho. Entre bolsonaristas, o percentual saltou de 45% para 79%.
Outro fator apontado por Nunes foi a reação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 52% dos entrevistados, a medida foi errada; 41% a consideram correta. Entre eleitores de direita não bolsonaristas, 83% veem exagero na decisão; entre bolsonaristas, o índice é de 92%.
Rejeição e avaliação do governo
Flávio Bolsonaro tem o maior índice de rejeição entre os candidatos, com 54%, seguido por Lula, com 52%. Em julho, os percentuais eram 57% e 50%, respectivamente.
A avaliação do governo Lula manteve-se estável: 48% aprovam e 47% desaprovam. Outros 5% não souberam ou não quiseram responder. Na avaliação geral, 36% consideram o governo positivo, 36% negativo e 26% regular.
Apesar da estabilidade, cresceu o percentual dos que entendem que Lula não deveria permanecer no cargo por mais quatro anos: passou de 51% para 55%. Os que defendem um novo mandato caíram de 45% para 41%.
Percepção sobre o país e a economia
Para 55% dos entrevistados, o Brasil segue na direção errada – ante 51% em julho. Os que avaliam que o país está no caminho certo somam 38%.
A percepção sobre notícias relacionadas ao governo piorou: 44% afirmam ter visto mais notícias negativas (eram 40%), enquanto 29% dizem ter visto mais positivas (ante 33%).
Sobre a economia nos últimos 12 meses, 43% avaliam que piorou, 35% que permaneceu igual e 19% que melhorou.
A avaliação do programa Desenrola também recuou. A percepção de que a iniciativa é uma boa ideia caiu de 55% para 47%. O percentual de beneficiados diretos passou de 12% para 10%. Entre eles, a parcela que relatou impacto significativo na renda caiu de 35% para 26%.
Movimento semelhante ocorreu na avaliação da isenção do Imposto de Renda. O percentual de beneficiados caiu de 32% para 30%. Entre esses, cresceu de 39% para 46% o contingente que afirma não ter sentido diferença na renda. Já os que perceberam aumento significativo recuaram de 24% para 21%.
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