No domingo de encerramento da Copa do Mundo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, usou suas redes sociais para fazer uma análise detalhada do desempenho da seleção brasileira no torneio. Na condição de torcedor, o ex-governador do Maranhão elencou seis observações que abrangem desde a gestão do futebol até fundamentos técnicos, passando por críticas à comercialização do esporte e à formação de atletas.
Em um dos pontos centrais da publicação, Dino criticou o que chamou de priorização de interesses comerciais em detrimento do planejamento esportivo. Para o ministro, a monetização do futebol não pode se sobrepor a pilares como perseverança e treinamento contínuo, considerados por ele imprescindíveis para o sucesso em competições de alto nível. Ele alertou ainda que a falta de inteligência na gestão pode levar à deterioração da marca da Seleção Brasileira.
O ministro também defendeu uma mudança de critério nas convocações. Segundo sua análise, jogadores em atividade nos campeonatos nacionais e na Copa Libertadores deveriam ser mais lembrados pela comissão técnica. Dino argumentou que a experiência desses atletas agrega “vibração, coragem e vontade” em momentos definidores e rebateu a ideia de que a qualificação técnica ocorre exclusivamente no exterior.
No aspecto tático, o ministro apontou a carência atual do Brasil na posição de lateral e sugeriu que o país retome a formação de atletas para o setor, citando como inspiração nomes históricos como Nilton Santos, Carlos Alberto, Cafu e Roberto Carlos. Além disso, enfatizou a necessidade de treinamentos obstinados de fundamentos, como faltas, escanteios e, principalmente, pênaltis. Dino relembrou que as penalidades foram determinantes para a eliminação do Brasil em 2022 e que a perda de uma cobrança voltou a ser decisiva no torneio de 2026.
A publicação também trouxe uma recomendação à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O ministro sugeriu que a entidade organize delegações lideradas por ex-jogadores campeões mundiais para visitar e agradecer aos países que demonstraram apoio espontâneo ao Brasil durante a Copa. A mensagem foi encerrada com uma homenagem a Pelé, classificado por Dino como o maior nome da história do esporte e detentor da marca, ainda não alcançada, de três títulos mundiais conquistados em quatro edições disputadas.
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