Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o estado tem 2.692.850 eleitoras aptas a votar no pleito deste ano, contra 2.493.707 homens. A diferença de 199.143 votos coloca o grupo feminino como força decisiva em disputas majoritárias e proporcionais.
O número total de eleitores no Maranhão chegou a 5.186.557, segundo o cadastro eleitoral fechado em maio. As mulheres representam 52% desse contingente, repetindo a supremacia numérica observada nas últimas quatro eleições gerais. Em 2022, eram 2.608.018 eleitoras, o que evidencia um acréscimo de 84.832 nomes na lista feminina nos últimos quatro anos.
O crescimento do eleitorado feminino acompanha a ampliação geral do número de votantes. Desde o pleito de 2022, o Maranhão ganhou 143.792 novos eleitores. Mais da metade dessa expansão, cerca de 59%, veio do ingresso de mulheres. Em valores absolutos, o estado saltou de 5.042.765 eleitores em 2022 para os atuais 5.186.557.
A série histórica do TSE revela que a hegemonia feminina nas urnas maranhenses é uma tendência consolidada há mais de uma década e meia. Em 2010, o estado tinha 2.204.972 mulheres aptas a votar, contra 2.116.411 homens. No pleito seguinte, em 2014, os números subiram para 2.309.955 eleitoras e 2.185.201 eleitores. Em 2018, o contingente feminino chegou a 2.359.918, ante 2.176.778 do sexo masculino.
Com os dados de 2026, o Maranhão registra o maior eleitorado feminino de sua história. A vantagem numérica de quase 200 mil votos significa que, em cenários de disputa apertada, as mulheres têm peso superior ao de partidos inteiros ou coligações regionais. Em eleições para o Executivo estadual e federal, esse saldo pode definir o rumo dos resultados, especialmente no segundo turno, quando a margem de vitória costuma ser mais estreita.
Especialistas em ciência política ouvidos pela reportagem apontam que o fenômeno não se restringe ao Maranhão, mas assume contornos particularmente relevantes no Nordeste, onde a participação feminina historicamente supera a média nacional. No estado, a combinação do eleitorado jovem feminino com a interiorização da Justiça Eleitoral ampliou o alcance do alistamento nos últimos ciclos.
Apesar da maioria nas urnas, a sub-representação feminina nas candidaturas e nos cargos eletivos segue como um desafio. Dados do TSE sobre registro de candidaturas para 2026 ainda não foram consolidados, mas a legislação exige que os partidos destinem ao menos 30% das vagas para mulheres. A desproporção entre o peso eleitoral e a ocupação de espaços de poder continua sendo tema de debates entre movimentos de participação política.
O eleitorado maranhense também se destaca pelo número de jovens. Entre os 18 e os 24 anos, as mulheres somam 297.223 votantes, enquanto os homens na mesma faixa etária são 279.195. A faixa etária de 45 a 59 anos concentra a maior fatia do eleitorado feminino, com 755.398 eleitoras. Acima dos 70 anos, as mulheres também são maioria: 253.699 contra 194.976 homens.
Os dados do TSE foram divulgados no início de maio e servem como base para a organização logística das eleições de outubro. A Justiça Eleitoral já iniciou os preparativos para o pleito, que deve contar com urnas eletrônicas em todos os 217 municípios maranhenses. A expectativa é que a participação feminina se mantenha alta, repetindo os índices de comparecimento dos últimos anos, que superaram os 78% do total de aptos.
Leia outras notícias em recordnewsma.com. Siga a Record News MA no Instagram, curta nossa página no Facebook e se inscreva em nosso canal no Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso WhatsApp (98) 99100-8186.




