Uma pesquisa nacional Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (25) indica que o presidente Lula entra em 2026 mantendo protagonismo no cenário eleitoral e segue como principal referência da corrida presidencial, tanto nos cenários de primeiro turno quanto nas simulações de segundo turno testadas pelo levantamento.
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O estudo, realizado entre os dias 19 e 24 de fevereiro, ouviu 4.986 eleitores em todo o país por meio da metodologia de recrutamento digital aleatório (RDR), com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Aprovação e avaliação do governo

Além das intenções de voto, a pesquisa avalia a aprovação pessoal de Lula e a percepção do eleitorado sobre o desempenho do governo. Os dados mostram que a avaliação da gestão segue como um fator central para a definição do voto em 2026, com diferenças relevantes entre regiões, faixas de renda e níveis de escolaridade.
A série histórica apresentada pelo instituto permite observar a evolução da aprovação presidencial ao longo do mandato, indicando que a popularidade do presidente permanece como um dos principais ativos políticos do Palácio do Planalto no início do ano eleitoral.
Reedição de 2022 ainda mobiliza eleitores

O levantamento também testou uma repetição hipotética do cenário de 2022, com Lula enfrentando Jair Bolsonaro. O exercício aponta que a polarização que marcou a última eleição presidencial continua presente no imaginário do eleitor, mesmo quatro anos depois, reforçando a força simbólica do embate entre os dois campos políticos.
Cruzamentos demográficos sugerem que parte do eleitorado mantém fidelidade às escolhas feitas em 2022, embora haja sinais de reacomodação em segmentos específicos da população.
Disputa no primeiro turno

Nos cenários de primeiro turno com Lula como candidato, a pesquisa simulou diferentes combinações de adversários. O resultado geral indica que o presidente aparece como nome central da disputa, enquanto a oposição se mostra fragmentada entre diversas lideranças.
A divisão do campo adversário surge como um dos principais desafios para a construção de uma candidatura competitiva capaz de enfrentar Lula ainda no primeiro turno.
Haddad como alternativa do PT

O estudo também avaliou um cenário sem Lula, com Fernando Haddad como representante do PT. A simulação permite medir o potencial de transferência de capital político do presidente e aponta os limites e oportunidades de Haddad em uma eventual sucessão dentro do campo governista.
Segundo turno e rejeição

Nos cenários de segundo turno, Lula é testado contra Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. As simulações indicam que a rejeição segue como variável decisiva, com impacto direto sobre a capacidade de cada candidato ampliar seu eleitorado além da base fiel.
A pesquisa também mapeia quais lideranças enfrentam maior resistência do eleitor, um dado considerado estratégico para alianças, composições de chapa e definição de candidaturas.
Medo do futuro e confiança na gestão
Outro eixo do levantamento compara Lula e Flávio Bolsonaro em relação ao futuro do país. Os entrevistados foram questionados sobre qual resultado eleitoral gera mais medo ou preocupação e em quem confiam mais para administrar áreas-chave do governo, como economia, saúde e segurança pública.
Os dados ajudam a compreender não apenas a intenção de voto, mas também as percepções subjetivas que influenciam o comportamento do eleitor às vésperas de mais uma disputa presidencial marcada pela polarização.
