Cerca de 63 mil moradores de 38 municípios do Maranhão serão beneficiados com a melhoria no sinal de celular e expansão da tecnologia 5G. A ação é resultado do edital de licitação da faixa de 700 MHz, lançado em fevereiro pelo Ministério das Comunicações e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que prevê a instalação de infraestrutura de conectividade em áreas rurais e remotas do estado.
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De acordo com o edital, cujo leilão está previsto para ocorrer em abril, as operadoras vencedoras terão a obrigação de levar cobertura móvel a 40 localidades específicas do território maranhense. A medida faz parte de uma estratégia do governo federal para reduzir desigualdades no acesso à internet.
Além das sedes municipais, a iniciativa inclui a cobertura de um trecho de 29,3 quilômetros da rodovia BR-135 que atualmente não dispõe de sinal. O trecho beneficiado fica na altura do município de Santa Rita.
A lista de municípios contemplados inclui Apicum-Açu, Axixá, Bacabeira, Bacuri, Benedito Leite, Brejo, Buriticupu, Buritirana, Cajari, Capinzal do Norte, Carutapera, Codó, Conceição do Lago-Açu, Fernando Falcão, Godofredo Viana, Humberto de Campos, Icatu, Itapecuru Mirim, Itinga do Maranhão, Jatobá, João Lisboa, Lago da Pedra, Loreto, Magalhães de Almeida, Maranhãozinho, Monção, Olho d’Água das Cunhãs, Pio XII, Rosário, Santa Luzia, São Domingos do Azeitão, São Domingos do Maranhão, São João do Carú, Senador La Rocque, Serrano do Maranhão, Sucupira do Norte, Turiaçu e Turilândia.
A faixa de 700 MHz, antes utilizada pela TV analógica e liberada com o avanço do sinal digital, permite maior alcance e penetração do sinal em ambientes fechados. No Maranhão, a tecnologia deve fortalecer não apenas a rede 4G, mas também viabilizar a chegada do 5G a locais que ainda não possuem conexão de qualidade, abrindo caminho para novos serviços, como a internet das coisas.
No âmbito nacional, a expectativa do ministério é que o leilão beneficie 1,2 milhão de pessoas e conecte 500 pequenas localidades. Diferente de certames anteriores, o foco do leilão não é a arrecadação de recursos para os cofres públicos. A maior parte do valor pago pelas concessionárias será convertida em investimentos obrigatórios na expansão da cobertura, priorizando regiões hoje desassistidas.
O edital, que já foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União, prevê a divisão do espectro em blocos regionais. Cada operadora poderá adquirir até duas regiões. O processo ocorrerá em três etapas, começando por operadoras regionais e, ao final, sendo aberto a qualquer empresa interessada. A medida visa estimular a competição e acelerar a cobertura, evitando que o espectro permaneça ocioso.
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