Oito vereadores do município de Turilândia (MA) são alvo de um pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) à Justiça. A medida foi solicitada devido ao descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas, como a prisão domiciliar. Os parlamentares são investigados em um suposto esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 2,3 milhões dos cofres públicos municipais.
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Entre os alvos do pedido está o presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo Diniz, o “Pelego” (União Brasil), que chegou a exercer interinamente o cargo de prefeito. No total, a investigação abrange 11 vereadores (todos em prisão domiciliar) e servidores públicos suspeitos de integrar o esquema.
De acordo com as apurações do MPMA, o desvio de recursos funcionava por meio de empresas de fachada que venciavam licitações fraudulentas. Essas empresas emitiam notas fiscais por serviços fictícios, que eram pagos pela Prefeitura de Turilândia.
Em troca, conforme o Ministério Público, os vereadores investigados recebiam valores para não fiscalizar a aplicação do dinheiro público, deixar de cobrar prestações de contas ou aprovar despesas sem questionamentos na Câmara Municipal. A investigação identificou os parlamentares que teriam recebido os maiores valores: José Ribamar Sampaio (R$ 405 mil), Inailce Nogueira Lopes (R$ 368 mil) e Mizael Brito Soares (R$ 122 mil). Todos são filiados ao União Brasil.
O MPMA argumentou ao Judiciário que o não cumprimento das medidas cautelares pelos investigados demonstra risco à ordem pública e à instrução do processo, justificando a substituição das prisões domiciliares por preventivas. O caso aguarda decisão judicial.
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