O trabalhador Genilson dos Santos Abreu, de 49 anos, natural de Codó, no Maranhão, morreu na tarde da última terça-feira (16) após ser soterrado pelo desabamento de uma vala em uma obra na SQS 116, na Asa Sul, em Brasília. A vítima, que estava havia quase cinco anos na construção civil, atuava na instalação da rede de esgoto do empreendimento da construtora Lotus Cidade quando o acidente ocorreu.
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, Genilson realizava um serviço no interior da vala quando houve o desmoronamento de terra. Com o forte deslizamento, ele ficou completamente soterrado. Uma minicarregadeira que operava na área também tombou e caiu na mesma escavação, mas o operador do equipamento não sofreu ferimentos.
Genilson integrava a equipe da Antera Construtora, empresa responsável pela execução dos serviços de esgotamento sanitário na obra. Natural do interior do Maranhão, ele havia se mudado para Brasília em busca de trabalho e atuava na construção civil havia anos. Familiares da vítima, que residem em Codó, foram procurados pela empresa e já receberam as primeiras informações sobre o acidente.
A Polícia Civil do Distrito Federal foi acionada para apurar as circunstâncias do desabamento e isolou a área para os trabalhos da perícia. A retirada da máquina e do corpo da vítima só foi realizada após a conclusão dos procedimentos técnicos no local.
Em nota, a Antera Construtora manifestou profundo pesar pela morte do colaborador e informou que está prestando assistência à família. A empresa afirmou que Genilson nunca apresentou qualquer conduta que o desabonasse em seu ambiente de trabalho e que colabora integralmente com as investigações.
A Lotus Cidade, responsável pelo empreendimento, também se manifestou. A construtora disse que adota rigorosos protocolos de segurança em todas as obras, com auditorias e inspeções técnicas periódicas, e que está à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Ainda não há informações sobre a liberação do corpo para translado ao Maranhão nem sobre a data do sepultamento. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil.
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