A mais recente edição da pesquisa Ipsos-Ipec de avaliação do governo federal, divulgada neste mês de junho, confirma que os indicadores negativos da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda prevalecem entre os brasileiros, embora aponte uma leve redução nas avaliações mais críticas em comparação ao levantamento anterior, realizado em março deste ano.
Segundo os dados, 32% da população classifica a administração de Lula como ótima ou boa, uma queda de um ponto percentual em relação a março, quando o índice era de 33%. A avaliação negativa, que reúne os conceitos ruim e péssimo, recuou de 40% para 38% no mesmo período. A percepção regular teve alta mais expressiva, passando de 24% para 28%. Apenas 2% dos entrevistados preferiram não opinar.
O índice de aprovação à maneira como o presidente conduz o país registrou uma leve alta: de 43% em março para 44% em junho. A desaprovação, por sua vez, cedeu um ponto percentual, passando de 51% para 50%. Entre os que avaliam a gestão como regular, 47% aprovam a forma de governar, contra 41% que desaprovam.
No que se refere à confiança no presidente, 41% dos brasileiros afirmam confiar em Lula, um ponto percentual a mais do que em março. A parcela que declara não confiar no chefe do Executivo permanece em 56%.
A pesquisa também revela as características dos grupos que concentram a avaliação positiva e negativa do governo. A aprovação é maior entre quem declara ter votado em Lula nas eleições de 2022 (62%), entre os menos escolarizados (47%) e entre moradores da região Nordeste (47%). Por outro lado, a rejeição é mais intensa entre os que afirmam ter votado em Jair Bolsonaro em 2022 (74%), entre os evangélicos (49%) e entre as camadas com renda familiar superior a cinco salários mínimos (54%).
No campo econômico, 41% dos entrevistados consideram que a situação do país está pior do que há seis meses, um ponto a menos que em março. A parcela dos que avaliavam uma piora chegou ao pico de 49% em junho do ano passado. Atualmente, 25% acreditam que a economia melhorou e 30% consideram que permanece estável.
Em relação às expectativas para os próximos seis meses, o levantamento registrou uma inversão relevante: o percentual de otimistas, que acreditam que a economia vai melhorar, subiu de 33% para 36%, enquanto os pessimistas recuaram de 36% para 32%.
A pesquisa foi realizada de forma presencial entre os dias 13 e 17 de junho de 2026, com 2.000 eleitores em 130 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Leia outras notícias em recordnewsma.com. Siga a Record News MA no Instagram, curta nossa página no Facebook e se inscreva em nosso canal no Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso WhatsApp (98) 99100-8186.



