O estado também reduziu a espera por córneas e projeta eliminar a fila até novembro
O Maranhão avançou no ranking nacional de transplantes e passou a ocupar a 11ª posição. O estado também zerou, em 2026, a fila de pacientes que aguardavam por um transplante de fígado e prevê eliminar a espera por córneas até novembro.
Os resultados fazem parte das ações do Plano Estadual de Aceleração de Transplantes, implantado em 2023 pela Central Estadual de Transplantes (CET-MA), com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), hospitais públicos e instituições parceiras.
O Maranhão iniciou 2026 com cerca de 12 pacientes na fila por transplante de fígado. A ampliação da capacidade da rede permitiu atender a demanda ao longo do ano. O número de procedimentos também cresceu. Foram 3 transplantes de fígado em 2022, 17 em 2024 e 33 em 2025.
A secretária de Estado da Saúde, Liliane Neves Carvalho, afirmou que zerar a fila de transplante de fígado é uma conquista muito importante para o Maranhão e mostra que o estado está ampliando a capacidade da sua rede.
Fila de córneas
A fila para transplantes de córnea também foi reduzida. De acordo com a CET-MA, o número de pacientes à espera pelo procedimento caiu de mais de mil, em 2022, para cerca de 150 atualmente.
Em julho deste ano, o Maranhão registrou o maior número de transplantes de córnea realizados em um único mês nos 25 anos de história do procedimento no estado. Até agora, foram 300 transplantes em 2026, e a previsão é zerar a fila até novembro. A meta também é superar os 500 transplantes de córnea realizados em 2025.
O número de doadores de múltiplos órgãos também aumentou. Em 2026, o Maranhão já contabiliza 57 doadores, contra 84 registrados durante todo o ano passado. A expectativa é ultrapassar a marca de 100 doadores até dezembro.
Entre as medidas adotadas pelo plano estadual estão a ampliação e descentralização da rede de captação, capacitação das equipes e fortalecimento da busca por potenciais doadores. Também foi criada a Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM).
Apesar dos avanços, a recusa das famílias à doação ainda é apontada pela Central Estadual de Transplantes como um dos principais desafios para ampliar a quantidade de órgãos disponíveis.
A mobilização ocorre durante o Setembro Verde, campanha nacional de conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. A decisão de uma família pode representar uma nova chance de vida para pacientes que aguardam por um transplante.
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