Em meio à azáfama do início de ano, um convite à pausa e ao olhar para dentro. Foi com essa proposta que a terapeuta e instrutora Alana Pivato esteve no local, vestida de branco, para falar sobre a campanha Janeiro Branco. A cor, segundo ela, simboliza uma página em branco na virada do ano, uma oportunidade para incluir o bem-estar psicológico no planejamento anual, assim como se faz com a saúde física.
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“Não podemos deixar a saúde mental esquecida”, alertou Pivato, destacando que o cuidado com a mente deve ser planejado. Ela citou dados sobre os transtornos de ansiedade, que afetam milhões de pessoas globalmente, classificando a situação como uma “epidemia”. O objetivo central da campanha, explicou, é incentivar a autorreflexão. “O Janeiro Branco é um convite pra olhar pra si mesmo, primeiro pra dentro”.
Para ilustrar a mente agitada, Pivato usou a analogia de um “búfalo bravo”, que precisa ser acalmado. Como ferramenta para essa finalidade, ela apresentou o Ticum, arte marcial da medicina chinesa que combina movimentos suaves, respiração e foco mental. A prática, que ela estuda há mais de dez anos, é a base de um evento público que organiza neste sábado (20).
A iniciativa, gratuita, ocorrerá na Praça João Moana, no Calhau, a partir das 16h. O local foi escolhido por ser um espaço aberto próximo à natureza. Para participar, basta levar um quilo de alimento não perecível para doação, roupas leves, uma toalha ou tapete e água. A ação é aberta a todas as idades, sem restrição de público.
Questionada sobre o perfil mais afetado pelos problemas de ansiedade, Pivato foi enfática: “Não tem essa questão da faixa etária”. Ela reconheceu, no entanto, uma preocupação particular com os jovens, imersos no universo das redes sociais e suas dinâmicas de comparação. Sintomas como pensamento acelerado, agitação constante e uma atenção permanentemente ligada ao futuro são, segundo ela, sinais de alerta. “Não é normal se sentir ansioso o tempo todo, e a gente acaba trazendo isso como uma normalidade”, ressaltou.
Profissões que demandam alto desempenho constante, como professores, profissionais da saúde e jornalistas, também foram mencionadas como grupos que devem “revisitar” seus hábitos para preservar a saúde mental. A solução, defendeu, passa pela percepção individual. “É você aprender a perceber o que pode ser mudado em você”.
O evento na praça tem como foco ensinar técnicas para “desacelerar”, começando pela respiração. “A ansiedade é uma respiração acelerada, então a gente vai aprender a respirar”, concluiu Pivato, convidando a comunidade para a prática coletiva. Mais informações sobre a atividade podem ser obtidas no perfil @espacozenslz no Instagram.
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