O governo do Irã confirmou ter recebido uma proposta de cessar-fogo elaborada pelo Paquistão que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, via estratégica para o transporte de petróleo no Golfo Pérsico. A informação foi divulgada neste domingo (5) por fonte oficial iraniana, sob condição de anonimato.
Segundo a mesma fonte, os Estados Unidos, o Irã e um grupo de mediadores regionais discutiram os termos de uma possível trégua de 45 dias, que poderia evoluir para o fim permanente da guerra. No entanto, as negociações esbarraram em dois pontos centrais: o Irã se recusa a reabrir o estreito em troca de um “cessar-fogo temporário”, enquanto os EUA não estariam preparados para aceitar um fim definitivo das hostilidades.
As declarações ocorrem em meio a uma escalada de ameaças verbais e ações militares. No sábado (4), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que destruirá usinas de energia e pontes iranianas caso o país não concorde até terça-feira (7) em reabrir completamente o Estreito de Ormuz.
Em resposta, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, classificou as ameaças como potencialmente configuradoras de crimes de guerra. “O presidente americano, como a mais alta autoridade de seu país, ameaçou publicamente cometer crimes de guerra”, declarou.
O comando militar central do Irã também emitiu um alerta, afirmando que qualquer ataque dos EUA a alvos civis resultará em retaliação “muito mais devastadora”.
Ataque mata chefe da inteligência iraniana
Ainda neste domingo (5), ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel mataram o chefe da Organização de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, major-general Majid Khademi. Em publicação nas redes sociais, a Guarda Revolucionária afirmou que Khademi foi “martirizado no ataque terrorista criminoso perpetrado pelo inimigo americano-sionista ao amanhecer de hoje”. O comunicado descreveu o general morto como “poderoso e instruído”.
A ação militar eleva o nível de tensão na região, que já enfrenta bloqueio marítimo e trocas de ataques cibernéticos e com drones. Até o momento, a Casa Branca não comentou oficialmente a operação que resultou na morte de Khademi.
A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos, enquanto a janela de 72 horas dada por Trump para a reabertura total do Estreito de Ormuz se aproxima do fim.
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