O índice que mede a atividade econômica dos micro e pequenos negócios no Brasil registrou alta de 0,84% em junho na comparação com maio, segundo dados do Índice SumUp do Microempreendedor (ISM). O indicador atingiu 94,31 pontos no período, mantendo a trajetória de recuperação observada nos últimos meses.
O resultado, no entanto, não foi suficiente para reverter o desempenho negativo em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com junho de 2025, a atividade apresentou queda de 3,48%, o que evidencia a persistência de obstáculos estruturais para o setor.
De acordo com Lilian Parola, economista e diretora de Mercado de Capitais e Tesouraria da SumUp para a América Latina, o avanço mensal reflete a resiliência dos pequenos empreendedores diante de um cenário econômico adverso. “Mesmo em um cenário de juros elevados e desafios para o crédito, os pequenos empreendedores seguem demonstrando resiliência e capacidade de adaptação”, afirma.
A economista pondera, porém, que o recuo anual indica que o ambiente ainda demanda cautela. “Apesar do avanço mensal, fatores como o custo do crédito e a pressão inflacionária continuam impactando o desempenho dos pequenos negócios. Por isso, o ambiente ainda exige cautela e planejamento por parte dos empreendedores”, diz.
O ISM é calculado a partir de um método econométrico que considera sazonalidade, diferenças demográficas do país e a participação de cada estado no Produto Interno Bruto (PIB), além do volume de vendas processadas pelos produtos da SumUp. Embora o índice avalie especificamente o comportamento dos empreendedores atendidos pela empresa, sua ampla distribuição geográfica permite que o indicador seja utilizado como proxy da atividade dos micro e pequenos negócios em todo o território nacional.
A divulgação periódica do ISM integra uma iniciativa da fintech para ampliar o acesso a informações sobre o segmento da base da pirâmide econômica brasileira, área historicamente subrepresentada em estatísticas oficiais.
Fundada há 13 anos, a SumUp atua globalmente no setor de serviços financeiros, oferecendo um ecossistema de soluções para microempreendedores que inclui maquininhas de cartão, conta digital, empréstimos e links de pagamento. A companhia atende mais de 4 milhões de pequenos negócios em 37 mercados, abrangendo Europa, Estados Unidos, Oceania e América Latina.
No Brasil desde 2013, a empresa emprega 950 pessoas, com composição de 49% de mulheres e 26% de profissionais LGBTQIAP+, além de uma liderança composta por 44% de mulheres. A fintech realiza pesquisas constantes com seus clientes e mantém foco em educação financeira para acompanhar as tendências do mercado e as necessidades dos micro e pequenos empreendedores.
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