Vereadores pressionam Prefeitura por implantação de programa anunciado há mais de um ano; procuradora da Mulher anuncia evento sobre segurança em condomínios
A Câmara Municipal de São Luís dedicou a sessão ordinária desta terça-feira (18) ao Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher. Durante os debates, parlamentares cobraram a efetiva implantação da Patrulha Maria da Penha na Guarda Municipal, serviço anunciado pela Prefeitura há mais de um ano, mas que ainda não saiu do papel.
O co-vereador Jhonatan Soares, do Coletivo Nós (PT), foi um dos que levantaram a questão. Ele destacou que a Guarda Municipal já conta com profissionais capacitados para atuar na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica, mas o programa, na prática, segue sem funcionar. Para ele, a implementação da Patrulha é uma das respostas necessárias diante da escalada de casos na capital, e a pauta deveria unir todos os vereadores em torno de um objetivo comum, com a população feminina como principal beneficiária.
Apoio à cobrança veio da vereadora Thay Evangelista (Republicanos), que ocupa o cargo de procuradora da Mulher da Câmara. Ela classificou a Patrulha Maria da Penha como um instrumento essencial de proteção e acolhimento, capaz de oferecer mais segurança às vítimas. A parlamentar também anunciou a realização, nesta quinta-feira (20), do projeto “Condomínio Seguro para Elas”, no plenarinho da Assembleia Legislativa do Maranhão, a partir das 8h. A iniciativa vai reunir síndicos e colaboradores para orientá-los sobre como agir diante de situações de violência doméstica em condomínios.
A vereadora Flávia Berthier (PL) também se manifestou favorável à pauta e reforçou que o combate à violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade. Ela citou o aumento significativo dos casos de agressão e feminicídio em todo o país para justificar a urgência do debate.
O Agosto Lilás, que dá nome à campanha, tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a Lei Maria da Penha, incentivar denúncias e fortalecer políticas públicas de prevenção e acolhimento às vítimas. A mobilização ocorre anualmente em todo o Brasil.
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