Estrutura da Escola Municipal Pequeno Príncipe cedeu no fim da tarde; unidade foi interditada e alunos serão remanejados
O fim da tarde desta segunda-feira (25) foi marcado por momentos de pânico no bairro Bom Jardim, em Açailândia, no Maranhão, após parte do telhado da Escola Municipal Pequeno Príncipe desabar. Seis crianças ficaram feridas durante o acidente, que ocorreu no horário de saída dos estudantes.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Açailândia, 18 pessoas estavam no prédio no momento do colapso da estrutura: 16 crianças e dois adultos. O desabamento atingiu uma sala de aula, onde, segundos antes, os alunos se preparavam para deixar a unidade.
Imagens registradas por moradores da região e por equipes do Corpo de Bombeiros que atenderam a ocorrência mostram a dimensão dos estragos. Carteiras, mesas, armários e materiais escolares ficaram soterrados sob os escombros do telhado e da laje. A poeira e a destruição tomaram conta do ambiente, assustando a comunidade escolar.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente para prestar os primeiros socorros às vítimas. Entre os feridos, um menino foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. As outras crianças, com idades entre 6 e 7 anos, foram levadas para outra unidade hospitalar da região para avaliação médica mais detalhada. Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre a gravidade dos ferimentos ou a alta dos pacientes.
Após o resgate das vítimas, uma equipe técnica do Corpo de Bombeiros realizou uma vistoria no local e decidiu pela interdição total da escola. O major Aquiles Batista, que coordenou a inspeção, informou que a unidade permanecerá fechada até que todas as medidas corretivas e de segurança sejam adotadas. A equipe deve retornar ao prédio nos próximos dias para aprofundar a investigação sobre as causas do desabamento e verificar a existência de outros riscos estruturais que possam colocar em perigo a comunidade escolar.
A decisão de interditar a unidade levanta questionamentos, uma vez que a escola havia passado por uma reforma recentemente. A prefeitura municipal ainda não se manifestou oficialmente sobre o histórico das obras ou sobre possíveis falhas no serviço executado.
Enquanto durar a interdição, a Secretaria Municipal de Educação informou que os alunos serão transferidos para outras unidades de ensino da rede, a fim de garantir a continuidade das aulas. A administração municipal também avaliará a necessidade de uma nova reforma completa no prédio ou a possibilidade de liberação parcial para funcionamento, o que dependerá da emissão de um laudo técnico conclusivo sobre as condições de segurança da estrutura.
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