Ferramenta da Justiça Eleitoral já registra 22 ocorrências em oito municípios do estado; impulsionamento é a queixa mais frequente
A campanha eleitoral de 2026 começou no último domingo (16) e, com ela, a reativação do aplicativo Pardal, principal canal da Justiça Eleitoral para que cidadãos possam comunicar possíveis irregularidades no processo político. No Maranhão, até a manhã desta terça-feira (18), já haviam sido registradas 22 denúncias, distribuídas por oito municípios.
Entre os tipos de ocorrência reportados no estado, o impulsionamento de conteúdo – prática que envolve o pagamento para amplificar a visibilidade de publicações nas redes sociais – foi a irregularidade mais apontada pelos usuários da ferramenta. A plataforma também recebe queixas sobre propaganda eleitoral irregular, compra de votos e uso indevido da máquina pública.
Os cargos em disputa que lideram o número de denúncias no Maranhão são o de senador, com oito registros, seguido por governador, com sete, deputado estadual, com quatro, e deputado federal, com três.
A capital São Luís concentra o maior volume de queixas no estado, com oito ocorrências. O município de Coelho Neto aparece em segundo, com duas denúncias. Já as cidades de Conceição do Lago-Açu, Miranda do Norte, Santa Rita, São José de Ribamar e São Mateus do Maranhão registraram uma queixa cada.
No panorama nacional, o sistema Pardal já contabilizava 803 denúncias até o início da semana, abrangendo todos os 26 estados. O cargo de deputado estadual é o que mais atrai registros em todo o país, com 308 ocorrências, seguido por deputado federal, com 233. Também há 104 denúncias envolvendo partidos, coligações ou federações. Os cargos de governador somam 61 registros, deputado distrital, 40, senador, 38, presidente da República, 17, e vice-governador, duas ocorrências.
O aplicativo Pardal é composto por três módulos distintos. O Pardal Móvel é a versão gratuita disponível para smartphones e tablets, destinada ao eleitor. O Pardal ADM é a ferramenta utilizada internamente pela Justiça Eleitoral para gerenciar e processar as denúncias recebidas. Já o Pardal Web oferece acesso público às estatísticas gerais dos registros.
Para formalizar uma queixa, o eleitor precisa se identificar obrigatoriamente por meio do aplicativo e-Título ou da plataforma Gov.br. Apesar da exigência de identificação no ato do registro, a Justiça Eleitoral assegura que o nome do denunciante permanece em sigilo ao longo de todo o processo de apuração.
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