O ex-senador Roberto Rocha não disputará as eleições deste ano pelo partido Novo. Em anúncio feito nas redes sociais, o ex-parlamentar confirmou a filiação ao Partido Brasileiro, antigo PRTB, e criticou a sigla pela qual atuava até então. A decisão ocorre em meio a um imbróglio jurídico que envolveu prazos eleitorais e foi resolvido por uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral.
O presidente do TSE, ministro Cássio Nunes Marques, validou os atos da direção estadual do PRTB no Maranhão. A legenda havia perdido prazos processuais, mas atribuiu o ocorrido a erros cometidos pela própria Justiça Eleitoral. Com a decisão, a filiação de Roberto Rocha, formalizada em 3 de abril, foi confirmada dentro do calendário eleitoral.
Apesar da dupla filiação, o ex-senador ainda constava como vinculado ao Novo, a Lei dos Partidos Políticos, em seu artigo 22, estabelece que prevalece a filiação mais recente. Dessa forma, Roberto Rocha está legalmente apto a disputar o pleito pelo Partido Brasileiro.
Em suas postagens, o ex-parlamentar afirmou que o discurso do Novo aparenta ser inovador, mas que, na prática, a legenda repete o que chamou de “velha política”. A reação veio depois que a direção estadual do partido no Maranhão negou espaço a Rocha tanto para uma candidatura ao Senado quanto para a disputa pelo governo do estado.
A relação do ex-senador com a cúpula do Novo no Maranhão já vinha sendo tensa. O presidente estadual da sigla, Leonardo Arruda, manifestou a aliados sua insatisfação com a tentativa de Rocha de assumir o comando do partido. Além disso, a decisão da direção nacional de apoiar a pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Senado, em aliança com o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), inviabilizou o projeto de Rocha na legenda.
Agora, o ex-senador tem até o dia 5 de abril para regularizar definitivamente sua situação partidária no PRTB e definir qual mandato eletivo pretende disputar nas eleições de 2026.
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