Um acidente doméstico com proporções fatais chocou moradores do bairro Sabak, em Santa Inês, a 265 km de São Luís. O trabalhador Flávio Serrão de Souza, de 44 anos, morreu no fim da tarde do último sábado (28) após levar uma descarga elétrica enquanto tentava conectar o carregador do celular à tomada. Ele estava com o corpo molhado, segundo relato de testemunhas.
Natural de Pindaré, Flávio morava e trabalhava em Santa Inês, onde atuava no próprio lava-jato em que ocorreu a tragédia. De acordo com informações colhidas no local, ele tentou ligar o carregador na tomada e, ao conectar o acessório ao aparelho, sofreu o choque. Não houve tempo para reação.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e encontraram o homem já caído ao chão, sem sinais vitais. Na sequência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local e realizou manobras de reanimação por cerca de 30 minutos. Apesar dos esforços, uma médica da equipe constatou o óbito ainda no lava-jato. O corpo foi encaminhado ao Hospital Municipal de Santa Inês.
Especialistas ouvidos pela reportagem reforçam que situações como essa, embora evitas, não são raras. A Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) alerta que o uso de celulares conectados à tomada envolve riscos, sobretudo quando há falhas em carregadores, baterias ou condições inadequadas de uso. O manuseio do aparelho em locais úmidos, como banheiros, áreas de serviço e, no caso de Flávio, um lava-jatos, aumenta drasticamente as chances de acidentes fatais.
Entre as situações que mais elevam o risco, a entidade lista: uso de carregadores falsificados ou danificados, cabos com defeito, atendimento de chamadas com o aparelho ligado à rede, utilização de fones de ouvido durante o carregamento e, especialmente, o manuseio do celular em ambientes úmidos ou durante tempestades com raios.
Para reduzir os riscos, a recomendação é evitar usar o celular enquanto ele estiver carregando, dar preferência a carregadores originais e com certificação, não recarregar o aparelho em locais úmidos, desconectar o carregador antes de atender ligações e manter o aparelho distante do corpo durante o processo, principalmente ao dormir. Também é fundamental verificar regularmente o estado do cabo e do carregador e utilizar calçados ao manusear qualquer equipamento conectado à energia elétrica.
O caso de Flávio Serrão de Souza expõe um risco silencioso presente no cotidiano de milhões de brasileiros: a banalização do uso do celular na tomada. Para a Abracopel, o choque elétrico doméstico ainda é subnotificado, mas cobra um preço alto em vidas que poderiam ser poupadas com medidas simples de prevenção.
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