O sistema de transporte público da capital maranhense e região metropolitana sofreu um forte impacto nesta sexta-feira (27) com a paralisação temporária de duas concessionárias. Durante assembleia realizada nas garagens, as empresas Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna oficializaram a interrupção de suas atividades. A decisão afeta diretamente a mobilidade urbana da população, visto que ambas as transportadoras gerenciam rotas essenciais nas redes urbana e semiurbana.
Para reduzir os prejuízos aos rodoviários, que já vinham lidando com vencimentos atrasados, as diretorias e a categoria fecharam um acordo para a rescisão em massa dos vínculos empregatícios. Essa alternativa legal foi adotada para viabilizar que motoristas e cobradores tenham acesso rápido ao saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e possam solicitar o seguro-desemprego, garantindo uma fonte de renda enquanto as garagens permanecerem fechadas.
A suspensão total das frotas ocorre após uma paralisação parcial que já se estendia por três dias, motivada pelo agravamento do cenário econômico das operadoras. Segundo os gestores das viações, o colapso financeiro foi desencadeado pela falta de repasse de subsídios por parte da Prefeitura de São Luís, situação que impossibilitou a aquisição de combustíveis, a compra de insumos básicos de manutenção e a quitação da folha de pagamento dos trabalhadores.
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