Levantamento nacional do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (30) indica liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida pelo Palácio do Planalto em 2026, mas com redução da vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro.
No cenário estimulado com múltiplos candidatos, Lula aparece com 41,3% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37,8%. A diferença entre os dois é de 3,5 pontos percentuais, dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais da pesquisa.

Outros nomes citados têm desempenho inferior: Ronaldo Caiado registra 3,6%, Romeu Zema, 3,0%, Renan Santos, 1,2%, e Aldo Rebelo, 1,1%. Eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato somam 7,0%, enquanto 5,0% não souberam ou não opinaram.
Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados nomes aos entrevistados, Lula também lidera, com 26,3%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 16,9%. Jair Bolsonaro aparece com 4,3%. A maior parcela dos entrevistados, porém, não soube ou não opinou (42,9%).

Disputa acirrada em eventual segundo turno
Em um cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento mostra empate técnico. O presidente registra 44,1% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 45,2%.

Os dados indicam estabilidade para Lula e crescimento gradual de Flávio Bolsonaro desde o fim de 2025, reduzindo a diferença entre os dois ao longo dos últimos meses.
Diferenças regionais e por perfil
A pesquisa revela variações relevantes entre regiões do país. Lula tem maior vantagem no Nordeste, onde alcança 51,0%, contra 30,5% de Flávio Bolsonaro. Já no Sul, o cenário se inverte, com 49,5% para o senador e 30,2% para o presidente.
Entre eleitores que recebem o Bolsa Família, Lula atinge 57,7%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 24,6%. Já entre os que não recebem o benefício, o senador lidera com 41,0%, contra 37,4% do presidente.
Reeleição divide opiniões
O levantamento também mediu a percepção sobre uma eventual reeleição de Lula. Para 53,3% dos entrevistados, o presidente não merece ser reeleito, enquanto 43,7% consideram que ele deve continuar no cargo.

Os dados mostram aumento da rejeição ao longo dos últimos meses. Em janeiro, 51,0% eram contrários à reeleição; em fevereiro, 52,2%; e, agora, 53,3%.
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de março de 2026, com 2.080 eleitores em 158 municípios de todos os estados e do Distrito Federal. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00873/2026.
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