A instabilidade política e administrativa que tomou conta do Moto Club desde o encerramento de sua participação no Campeonato Maranhense se aprofundou na noite desta quinta-feira (26). O vice-presidente do clube, Vitor Sardinha, oficializou sua renúncia ao cargo em documento entregue ao Conselho Deliberativo, alegando “divergências relevantes” sobre os rumos da gestão.
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Em sua carta de despedida, Sardinha apontou incompatibilidades no modelo de gestão, nos processos decisórios e na comunicação interna. O agora ex-dirigente afirmou que os métodos adotados pela atual diretoria não condizem com a grandeza histórica da entidade. Com a saída, Sardinha retorna à função de conselheiro, o que deixa o presidente Artur Cabral isolado no comando do executivo do clube.
A permanência de Cabral à frente do Papão do Norte, no entanto, também está sob ameaça. Um grupo de conselheiros protocolou um abaixo-assinado junto à mesa diretora do Conselho Deliberativo solicitando a convocação de uma Assembleia Geral para avaliar o afastamento do atual presidente. O movimento ganhou força com o apoio de lideranças das torcidas organizadas, que também protocolaram documentos no mesmo sentido.
O clima nos bastidores, que já era tenso, agravou-se após uma manifestação pública do volante Jair. Por meio de suas redes sociais, o jogador expôs a insatisfação do elenco com salários atrasados e criticou a “falta de respeito” da diretoria com os atletas e demais funcionários do clube.
Apesar da crise, o Moto Club tem a Série D do Campeonato Brasileiro no horizonte, com início previsto para o começo de abril. O retorno aos treinos estava agendado para a próxima segunda-feira (2), mas a programação pode sofrer alterações devido aos recentes episódios internos. O clube agora corre contra o tempo para tentar pacificar o ambiente e iniciar o planejamento para a competição nacional.
