O volume de serviços no país registrou variação de 0,3% em janeiro na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal, e igualou o patamar recorde da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O nível mais alto já havia sido alcançado nos meses de outubro e novembro do ano passado.
Com o resultado, o setor se mantém 20,1% acima do patamar registrado em fevereiro de 2020, período anterior à pandemia de covid-19. A média móvel trimestral dos serviços ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em janeiro, ante o trimestre imediatamente anterior.
Três das cinco atividades investigadas contribuíram positivamente para a variação mensal. Outros serviços avançaram 3,7%, informação e comunicação cresceram 1,0% e transportes registraram alta de 0,4%. Na contramão, os serviços prestados às famílias caíram 1,2%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares permaneceram estáveis (0,0%).
De acordo com Rodrigo Lobo, gerente da PMS, o resultado de janeiro manteve o setor de serviços em seu nível mais elevado e teve como destaque serviços diversificados investigados em setores distintos, como agenciamento de espaços de publicidade, serviços de TI, financeiros auxiliares e atividades de correio.
Avanço anual chega a 3,3% pelo 22º mês seguido
Na comparação com janeiro de 2025, o volume de serviços cresceu 3,3%, marcando o 22º resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto. O acumulado nos últimos doze meses atingiu 3,0%.
Os setores de informação e comunicação (6,5%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (5,0%) exerceram os principais impactos positivos. Também registraram avanços transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,1%), outros serviços (1,9%) e serviços prestados às famílias (0,5%).
O índice de difusão, que mede o percentual de taxas positivas entre os 166 tipos de serviços investigados, ficou em 48,2% em janeiro.
Para Lobo, nesta comparação anual o setor de serviços segue mostrando grande dinamismo, tendo como protagonismo os serviços voltados às empresas, principalmente informação e comunicação e serviços profissionais e administrativos.
Atividades turísticas recuam 1,1% no mês
O índice de atividades turísticas caiu 1,1% em janeiro ante dezembro, segundo resultado negativo consecutivo. Apesar da queda mensal, o segmento está 11,6% acima do nível de fevereiro de 2020, embora 1,9% abaixo do auge da série histórica, registrado em dezembro de 2024.
Oito dos 17 estados onde a atividade é pesquisada apresentaram taxas negativas. O Paraná teve a maior contribuição negativa, com queda de 9,4%, seguido por Pernambuco (-8,1%) e Rio de Janeiro (-1,6%). Do lado positivo, São Paulo (0,6%) exerceu a influência mais intensa, com Amazonas (4,7%) e Pará (3,2%) na sequência.
Segundo o gerente da PMS, o recuo nos serviços prestados às famílias, notadamente na área de restaurantes, foi determinante para o revés apresentado nas atividades correlatas ao turismo, explicado em grande medida pela base de comparação mais elevada em dezembro.
Na comparação com janeiro de 2025, as atividades turísticas cresceram 3,5%, puxadas pelos ramos de transporte aéreo de passageiros, agências de viagens, restaurantes e serviços de reservas relacionados a hospedagens. Onze unidades da federação registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (5,0%) e Rio de Janeiro (11,9%). As principais influências negativas vieram de Minas Gerais (-6,5%), Santa Catarina (-6,3%), Pernambuco (-6,6%) e Goiás (-8,4%).
Transportes: passageiros estável, cargas em leve alta
O volume de serviços de transporte de passageiros mostrou estabilidade (0,0%) em janeiro na comparação com dezembro. O segmento está 6,7% acima do patamar pré-pandemia, mas 17,9% abaixo do auge da série histórica, registrado em fevereiro de 2014.
Já o transporte de cargas teve variação positiva de 0,1% em janeiro. O setor está 4,3% abaixo do ponto mais alto de sua série, alcançado em julho de 2023, e 38,3% acima do nível pré-pandemia.
Frente a janeiro de 2025, o transporte de passageiros expandiu 5,7%, décimo sétimo resultado positivo consecutivo. O transporte de cargas avançou 3,0%, registrando o nono avanço seguido nesse tipo de comparação.
Alta em 12 estados, com impacto positivo de São Paulo
Na série com ajuste sazonal, 12 unidades da federação registraram taxas positivas em janeiro. São Paulo, com alta de 1,6%, exerceu o impacto mais importante no resultado nacional. Mato Grosso (5,6%), Santa Catarina (1,3%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pará (3,1%) também contribuíram positivamente. As principais influências negativas vieram do Paraná (-7,1%) e do Rio de Janeiro (-3,0%).
Na comparação com janeiro de 2025, a alta de 3,3% no volume de serviços foi acompanhada por 16 estados. Novamente São Paulo (6,5%) exerceu a principal contribuição positiva, seguido por Mato Grosso (44,8%), Distrito Federal (10,0%), Pará (6,9%) e Amazonas (5,7%). As perdas mais significativas vieram de Rio de Janeiro (-3,2%), Minas Gerais (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-2,5%).
A Pesquisa Mensal de Serviços investiga a receita bruta de serviços em empresas formalmente constituídas com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como atividade principal um serviço não financeiro, excluídas saúde e educação. A próxima divulgação, referente a fevereiro, está marcada para 14 de abril.
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