Em meio às especulações que antecedem as eleições de 2026, o cenário para o governo do Maranhão apresenta, atualmente, quatro nomes como pré-candidatos. A análise foi feita pelo jornalista e consultor político Felipe Klamt, em entrevista ao programa Hora News, da Record News TV MA. Para ele, “não há como não dizer” que o Orleans Brandão (MDB), o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), o ex-prefeito Lahésio Bonfim (Partido Novo) e o vice-governador Felipe Camarão (PT) estão na disputa.
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Felipe Klamt, que é colunista do centenário Jornal Imparcial, destacou que a indefinição sobre possíveis desistências ou alianças permanece. “Só Deus sabe”, afirmou, ao comentar que o período das “pesquisas não registradas” e dos “diz-que-diz” teria ficado para trás, dando lugar aos fatos concretos da pré-campanha.
O analista cobrou que os pré-candidatos apresentem propostas e planos de governo estruturantes, com visão de longo prazo. “Que não seja um projeto de quatro anos, seja de vinte anos”, defendeu, argumentando que é preciso dar continuidade a projetos bem-sucedidos de gestões anteriores para não “começar tudo de novo”.
Oposição fragmentada e influência de Lula
Sobre o campo oposicionista, Felipe Klamt observou uma fragmentação. Ele mencionou “remanescentes” de outras chapas e uma oposição ainda separada entre os grupos de Braide e Lahésio. Questionado sobre uma possível união, o jornalista foi enfático: “Não existe isso”. Ele lembrou que a política maranhense já presenciou várias mudanças de cenário às vésperas das eleições.
A influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito estadual também foi abordada. Klamt afirmou desconhecer um governador no Maranhão que tenha sido eleito diretamente por Lula em seus mais de 40 anos de atuação política. No entanto, ponderou que o presidente pode “atrapalhar” e que, devido à polarização nacional, “Lula precisa de todos os palanques”. A matemática eleitoral, segundo ele, tornará o Maranhão peça importante para o Planalto, o que deve influenciar as articulações.
Disputa pelo Senado é “problema de Lula”
Ao comentar a eleição para o Senado Federal, Felipe Klamt foi taxativo: “Os dois senadores vão ser eleitos pelo Palácio dos Leões [sede do governo estadual], como sempre foi”. Para ele, a eleição de senador é “muito específica” e depende da estrutura de campanha, não bastando trazer apoio de fora do estado.
Citando nomes como os senadores Eliziane (PDT) e Weverton Rocha (PDT), que buscam a reeleição, e os deputados Fufuca (PP) e Pedro Lucas (PRD), ligados ao governador Carlos Brandão, o analista projetou um cenário competitivo. Ele levantou a possibilidade de a ministra Iracema (MDB) ser uma candidata “carta na manga” ao Senado, seja pelo PT ou pelo MDB.
Clã ressaltou que a escolha final entre os nomes governistas seria um “problema do Lula”, já que o presidente da República precisa eleger senadores aliados para ter governabilidade. “Um senador é um presidente da República em potencial”, comparou, enfatizando o poder da Casa.
Fim da “judicialização da política”?
Questionado sobre uma eventual diminuição na tentativa de “judicializar a política” no estado – com ameaças constantes de ações da Polícia Federal –, o analista foi cético. Ele avaliou que essas narrativas seriam uma estratégia para atrair prefeitos para o lado do chamado “dinismo”, grupo do ex-governador Flávio Dino, mas que teria perdido eficácia. “Ninguém nem mais conversa sobre isso”, disse.
Clã criticou ainda a recente troca de comando na Assembleia Legislativa, que resultou na filiação da nova presidente ao MDB, partido de Brandão. Para ele, a forma como deputados governistas foram retirados de comissões foi “deselegante”. O analista, que se declarou filiado ao PSB, lamentou que militantes históricos do partido estejam “na calçada” vendo a sigla ser disputada por diferentes grupos.
A entrevista encerrou com o jornalista destacando a necessidade de os eleitores conhecerem profundamente os candidatos que surgirão, fugindo de campanhas baseadas no medo ou em ataques pessoais.
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