O deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Dr. Yglésio (PL) participou de uma entrevista na noite desta terça-feira (10) para discutir os embates políticos na Assembleia Legislativa do Maranhão e seus planos para a corrida eleitoral de 2026. Durante a conversa, o parlamentar fez críticas contundentes ao grupo político do ministro Flávio Dino, defendeu uma atuação focada na “verdade” e detalhou sua aliança com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
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Ao ser questionado sobre sua postura na Assembleia, o deputado afirmou que seu trabalho é pautado pela defesa da verdade. Ele atribuiu as dificuldades enfrentadas pela atual gestão estadual a uma suposta atuação da oposição ligada a Flávio Dino. Para justificar a crítica, citou uma operação da Polícia Federal na casa de um blogueiro, classificando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “semi concubino” de Flávio Dino. Apesar das críticas à oposição, o deputado avaliou a administração do governador como um governo de boas intenções.
Questionado sobre seu próprio mandato, Dr. Yglésio destacou um histórico de oito anos sem faltas e como o parlamentar que mais apresentou proposições legislativas. Ele citou o atendimento a mães de vítimas de violência sexual e a uma mulher que sofreu violência doméstica como exemplos de seu trabalho. O deputado mencionou ainda pesquisas que, segundo ele, o colocam com 10% das intenções de voto para o Senado, o que interpretou como reconhecimento de seu trabalho.
Sobre sua atuação como coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro no Maranhão, o deputado projetou uma meta de ampliar a votação do ex-presidente Jair Bolsonaro no estado, almejando alcançar 1,5 milhão de votos. Ele defendeu a necessidade de “libertar o Maranhão do jogo da esquerda”.
Ao comentar o cenário nacional, Dr. Yglésio afirmou que Flávio Bolsonaro é um candidato “mais leve” para apresentar ao eleitorado maranhense e citou uma pesquisa do portal Folha de S. Paulo para sustentar a tese de queda na aprovação do presidente Lula. O deputado também rebateu a ideia de fragmentação da direita, argumentando que o campo possui diversas lideranças, ao contrário da esquerda, que, em sua visão, depende exclusivamente da figura de Lula.
Sobre possíveis diálogos com outras lideranças da direita estadual, o deputado afirmou que não teve reunião com o pré-candidato Eduardo Braide, referindo-se a uma possível ida a um encontro como algo que só teria ocorrido em “perispírito”. Ele adotou um tom de diálogo, afirmando não ter inimigos políticos, mas fez ressalvas quanto a uma eventual candidatura de Braide ao governo do estado em 2026, optando por se reservar ao “direito de silenciar” sobre o assunto.
Ao final, Dr. Yglésio afirmou que pretende manter o ritmo de trabalho até o fim do mandato, sempre focado nas causas que, segundo ele, são negligenciadas. Com a pré-candidatura a deputado federal, expressou o desejo de levar sua contribuição a Brasília para atuar em prol do estado.
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