Avante e MDB lideram número de registros para federal e estadual, respectivamente; PDT não informa dados para Assembleia no sistema do TSE
O estado do Maranhão inicia a corrida eleitoral de 2026 com um dos maiores contingentes de candidatos ao legislativo do país. Dados extraídos do sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indicam que 272 nomes disputarão as 18 vagas na Câmara dos Deputados, enquanto outras 283 candidaturas concorrem às 42 cadeiras da Assembleia Legislativa. Somados, os números ultrapassam a marca de 550 postulantes, em um cenário que reflete a fragmentação partidária e a disputa acirrada por espaços no cenário político estadual.
Na busca por uma vaga na representação federal, o Avante desponta como a legenda com o maior número de registros, totalizando 20 candidatos. Em seguida, um bloco de cinco partidos aparece com 19 postulantes cada: Republicanos, PDT, PL, Novo e PSB. O Podemos registrou 18 candidaturas, enquanto o União Brasil inscreveu 16 nomes. O MDB, tradicional força política no estado, figura com 15 candidatos, seguido de perto pelo PSOL, que lançou 14.
O PT, legenda que tem no Maranhão uma de suas bases históricas, aparece com 13 candidaturas, empatado numericamente com o PRD. O PSD inscreveu 11 nomes, e o PSDB, 10. Completam a lista para federal o Cidadania (8), Missão, Mobiliza e Solidariedade (6 cada), Rede Sustentabilidade e Unidade Popular (5 cada), além de PP, DC, PV e PCdoB, que registraram três postulantes cada. O PSTU encerra a relação com duas candidaturas.
A distribuição das vagas na Assembleia Legislativa apresenta um panorama distinto. O MDB assume a dianteira com 31 registros, consolidando sua aposta na renovação da bancada estadual. O PSOL e o Avante vêm na sequência, ambos com 27 candidaturas. O PT, que busca ampliar sua representação no parlamento maranhense, inscreveu 24 nomes.
PL, PSB e PSD registraram 23 candidatos cada, enquanto o Republicanos aparece com 22. O Novo, legenda que vem crescendo no estado, lançou 18 postulantes, e o PRD, 16. O União Brasil, com 15, e a Rede Sustentabilidade e o PCdoB, com seis cada, completam o grupo de partidos com representação expressiva. Solidariedade registrou cinco candidaturas, o PCB, três, e o PP, duas.
A ausência de dados para o PDT no sistema do TSE chama a atenção. A legenda, que figura entre as que mais lançaram candidatos para a Câmara Federal – com 19 registros – não apresenta números na relação para deputado estadual. A reportagem procurou a assessoria do diretório regional do partido para esclarecer a situação, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O TSE informou, por meio de nota, que os dados são de responsabilidade das agremiações e que os sistemas estão abertos para atualizações.
Especialistas em ciência política ouvidos pela reportagem apontam que o elevado número de candidaturas, embora seja um indicador de saúde democrática, também acende um alerta para a pulverização do voto e o custo financeiro das campanhas. “O Maranhão repete uma tendência nacional de multiplicação de siglas e postulantes, o que, na prática, exige do eleitor um esforço maior de seleção e aumenta a dependência de coligações e do fundo eleitoral”, analisa o cientista político Ricardo Mendes, professor da Universidade Federal do Maranhão.
Os números, no entanto, ainda não são definitivos. Conforme ressalva do próprio TSE, os registros estão sujeitos à análise da Justiça Eleitoral, que pode impugnar candidaturas que não atendam aos requisitos legais, como a comprovação de filiação partidária e a quitação com a Justiça Eleitoral. O prazo final para o julgamento dos pedidos de registro é 16 de setembro, data em que o cenário eleitoral maranhense deverá ser consolidado. Até lá, as listas permanecem em aberto, sujeitas a alterações e substituições de última hora.
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