O Banco de Brasília (BRB) pediu à Justiça que os bens do procurador Daniel de Faria Jerônimo Leite, com atuação registrada em São Luís, sejam incluídos na responsabilização por prejuízos supostamente causados ao banco público. A solicitação faz parte da tutela cautelar antecedente ajuizada pelo BRB contra o Banco Master e outros réus, que tramita na 13ª Vara Cível de Brasília sob o número 0702268-52.2026.8.07.0018.
O nome do procurador consta na lista de requeridos ao lado de controladores do Banco Master, como Daniel Bueno Vorcaro, João Carlos Falbo Mansur e Daniel Lopes Monteiro, além de uma série de fundos de investimento e administradoras. A ação busca a recomposição de prejuízos bilionários e já resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em ativos de pessoas ligadas ao Master e à Reag.
A inclusão de Leite no polo passivo significa que o BRB pretende alcançar o patrimônio pessoal dele para garantir eventual indenização, caso as supostas fraudes nas carteiras de crédito sejam comprovadas ao final do processo. A medida amplia o alcance da disputa judicial para além das pessoas jurídicas envolvidas.
A defesa do BRB, representada pelo escritório Machado Meyer, manifestou-se contra o pedido do Ministério Público Federal (MPF) que apontava competência do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar o caso. O banco público defende a permanência do processo na 13ª Vara Cível de Brasília, onde a juíza Vanessa Maria Trevisan já proferiu decisões sobre o rito da ação.
Em despacho de 16 de abril, a magistrada indeferiu um novo pedido de encaminhamento interno e determinou a retirada do sigilo de oito documentos. Em decisão anterior, de 6 de abril, a juíza já havia dado às partes cinco dias para se manifestarem sobre a alegação de incompetência absoluta do juízo, levantada pelo Ministério Público.
O processo tramita em segredo de Justiça, mas trechos da decisão tornados públicos indicam que a estratégia do BRB inclui atingir não apenas as empresas envolvidas, mas também pessoas físicas apontadas como responsáveis ou beneficiárias das supostas irregularidades. A inclusão de um procurador com atuação fora do Distrito Federal reforça o caráter interestadual da investigação.
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