Na ânsia de alcançar um corpo ideal para o Carnaval, muitos brasileiros recorrem a métodos perigosos, como o uso de medicamentos sem prescrição médica. O alerta é do educador físico e fisiculturista kleyton Pacheco, que, com 25 anos de prática esportiva e 18 anos de formação na área, vê com preocupação a busca por resultados imediatos.
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“É bom e é ruim por vários motivos”, avalia Pacheco sobre a corrida por metas físicas no início do ano. O lado positivo, segundo ele, é o início da prática de atividade física. O negativo é a busca por “caminhos mais fáceis”, especialmente com a febre de injeções para emagrecer. “É vendido abertamente… por pessoas que não são do nosso meio”, critica, destacando a falta de acompanhamento médico e exames. A procedência duvidosa desses produtos, muitas vezes de países com regulação frágil, representa um risco grave à saúde.
Para quem deseja iniciar uma transformação física, seja para emagrecer ou ganhar massa muscular, o especialista é enfático: a base é a alimentação correta, com horários e quantidades adequadas, supervisionada por um nutricionista. “É o que tem que ser feito”, afirma.
Pacheco também chama a atenção para a importância da prevenção de lesões e da orientação profissional qualificada. Ele próprio precisou se afastar temporariamente dos palcos do fisiculturismo após uma lesão cervical (hérnia de disco) que quase o fez perder os movimentos do braço. “A gente tenta fazer de uma maneira um pouco mais segura, com acompanhamento médico”, relata, sobre sua rotina atual de atleta, que inclui exames trimestrais. “Não dá mais para tá fazendo as coisas a deus dará”, ressalta.
O educador físico faz ainda um alerta sobre a proliferação de coaches e preparadores físicos sem qualificação adequada. “A pessoa nem sabe se preparar e já tá preparando outra pessoa”, brinca, mas com seriedade. Ele enfatiza que preparar um atleta, ou qualquer pessoa, vai muito além de prescrever exercícios e dietas genéricas, exigindo um plano individualizado que considere histórico de saúde, limites e objetivos.
Sobre o fisiculturismo, Pacheco destaca a evolução do esporte, que hoje possui federações e categorias por peso, altura e idade, atraindo praticantes de diversas faixas etárias, inclusive iniciantes acima dos 40 e 60 anos. “É um esporte de longevidade”, defende, buscando desfazer a associação com o uso indiscriminado de anabolizantes. A disciplina na execução dos exercícios, na alimentação e no sono é, para ele, a verdadeira marca do esporte.
Para quem busca orientação, kleyton Pacheco atende em academia na região do Parque Vitória e oferece consultoria online, atendendo clientes em vários estados do Brasil e até no exterior.
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