Pressão arterial descontrolada levou o ex-senador Roberto Rocha a ser internado horas antes do interrogatório marcado para esta terça-feira (23) no Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio ocorreu no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o recurso apresentado pela defesa do ex-parlamentar na ação penal movida pelo ministro Flávio Dino.
A audiência, que seria realizada por videoconferência às 14h, faz parte da Ação Penal nº 2.843. O processo apura supostos crimes de calúnia e difamação atribuídos a Rocha em declarações feitas durante o período eleitoral de 2022. Com a internação, o interrogatório foi adiado.
O quadro clínico do ex-senador surge em momento processual delicado. Mais cedo, a PGR, em parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do recurso da defesa. O órgão sustentou que não há elementos capazes de modificar as decisões já tomadas pela Primeira Turma do STF, que recebeu a queixa-crime apresentada por Dino.
No mesmo documento, a Procuradoria também afastou a possibilidade de absolvição sumária do ex-parlamentar e pediu o prosseguimento regular da ação penal.
A defesa de Roberto Rocha não se manifestou oficialmente sobre o estado de saúde do cliente até a publicação desta reportagem. O processo é acompanhado pelos advogados Carlos Sérgio de Carvalho Barros e Raul Guilherme Silva Costa, que representam Flávio Dino na ação.
Entenda o caso
A disputa judicial teve origem em declarações feitas por Roberto Rocha durante a campanha eleitoral de 2022. Na ocasião, o então senador acusou Flávio Dino e integrantes de seu grupo político de exercer influência para pressionar prefeitos maranhenses. As falas motivaram a queixa-crime que agora tramita no STF.
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