Criminosos se passam por advogados e cobram taxas falsas por WhatsApp; sindicato orienta docentes a não efetuar pagamentos
A Apruma Seção Sindical do Andes-SN emitiu um alerta para professores e professoras da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) sobre uma nova onda de golpes aplicados por meio do WhatsApp. A entidade identificou que criminosos estão se passando por advogados e utilizando informações pessoais, como nome do docente, número de processo e dados reais de ações judiciais, para dar credibilidade à abordagem e convencer as vítimas a realizar pagamentos.
De acordo com o comunicado da entidade, as mensagens fraudulentas têm apresentado um nível elevado de sofisticação. Além dos dados processuais, os golpistas enviam fotografias de advogados, logotipos da Apruma e documentos falsificados que simulam ter sido emitidos por órgãos como o Tribunal de Justiça. A estratégia, segundo o sindicato, é construir uma aparência de legitimidade que dificulta a desconfiança imediata.
Em alguns casos, os criminosos chegam a citar o nome do escritório jurídico que realmente presta atendimento à entidade. Durante a conversa, perguntam, por exemplo, se o sindicato já autorizou ou liberou determinado pagamento, criando um gancho para a cobrança que virá em seguida. A tática se apoia no reconhecimento, por parte da vítima, de elementos verdadeiros para então introduzir a exigência de uma suposta taxa, apresentada como necessária para a liberação de valores relacionados ao processo.
Outro artifício recorrente é o senso de urgência. As mensagens pressionam o docente a efetuar o pagamento rapidamente, com o objetivo de reduzir o tempo disponível para que a vítima busque confirmar as informações por outros canais oficiais.
Diante do cenário, a Apruma reforçou que não faz qualquer solicitação de pagamento de taxas para processos por meio de WhatsApp ou ligação. A orientação vale tanto para os professores que têm ações acompanhadas pelo sindicato quanto para aqueles que mantêm processos por outras vias.
A recomendação da entidade é que, ao receber qualquer mensagem envolvendo cobrança de valores, liberação de recursos ou informações processuais, o docente não realize o pagamento e busque contato direto com o sindicato ou com o advogado responsável, utilizando apenas os canais já conhecidos e oficiais. A Apruma orienta ainda que os professores desconfiem de contatos feitos por números desconhecidos, mesmo que a mensagem contenha nome, número de processo, fotografias ou documentos com aparência verdadeira.
Para esclarecimento de dúvidas ou confirmação de informações, a Apruma Seção Sindical disponibiliza o telefone (98) 98844-0401 e o e-mail apruma.secretaria12@gmail.com.
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