Presidente defende transparência total e fala em “maior crime financeiro da história do Brasil” em meio a tensão entre ministros do Supremo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (9) a quebra integral do sigilo das investigações sobre o caso Master e afirmou que o Brasil precisa de transparência diante do que classificou como o “maior crime financeiro da história do país”. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo também mencionou uma “crise institucional” no Judiciário e criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” de informações, que, segundo ele, distorcem o processo e prejudicam a integridade da disputa eleitoral.
A declaração ocorre em meio a um novo capítulo de tensão no Supremo Tribunal Federal. O ministro Flávio Dino derrubou nesta quarta-feira uma decisão do ministro André Mendonça que afastava o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Mendonça também havia suspendido relatórios de inteligência produzidos pela PF. A Advocacia-Geral da União recorreu da decisão, e Dino acolheu o pedido, determinando o retorno dos dois delegados aos cargos. Para o ministro, o afastamento poderia comprometer investigações em andamento e não deveria ter ocorrido na forma determinada.
Na visão de Lula, o caso Master exige transparência total, sem distinção de envolvidos. “É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, escreveu o presidente. Ele afirmou que o tema ganha urgência em meio ao embate jurídico entre Dino e Mendonça e que vazamentos seletivos distorcem o processo e prejudicam a integridade da disputa eleitoral no Brasil.
A defesa da publicidade integral das apurações coloca o Planalto em rota de confronto com parcelas do Judiciário e reacende o debate sobre os limites do sigilo em investigações de grande repercussão. O caso Master, cujos detalhes ainda estão sob resguardo, tem sido citado por integrantes do governo como um ponto crítico para a credibilidade das instituições. O presidente, ao reiterar a necessidade de respostas à população, elevou o tom das críticas e pavimentou um novo round na relação entre os Poderes.
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