A programação reúne artistas maranhenses e convidados, com destaque para a apresentação da cantora Sandra de Sá no segundo dia. A entrada é gratuita
São Luís recebe nos dias 30 e 31 de julho a terceira edição do festival Ayó, evento dedicado à valorização da cultura negra maranhense e afro-brasileira. Realizado pelo Instituto Cultural Pé no Chão, com patrocínio da Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o evento ocupa a Praça das Mercês, no Centro Histórico da capital, com música, feira de economia criativa e ações formativas.
O festival nasceu do encontro entre artistas negros e foi idealizado como um espaço de celebração, pertencimento e formação. A presidenta do instituto, Andrea Frazão, afirma que o projeto começou a partir do desejo de construir algo maior do que uma reunião entre amigos. “Reuni amigos artistas negros para festejar e fazer um som. Dali nasceu o sonho de construir algo maior, um espaço que fosse celebração, formação, afeto e pertencimento”, diz.
A programação musical reúne nomes locais e convidados que transitam por diferentes expressões da música negra. No dia 31, a cantora Sandra de Sá sobe ao palco em show especial que percorre sua trajetória artística. Além das apresentações, o festival conta com uma Feira Afro, voltada à moda, artesanato, design autoral, gastronomia e outras iniciativas ligadas à economia criativa negra.
Antes da programação principal, o Ayó promove duas oficinas culturais em escolas públicas de São Luís. No dia 23 de junho, a Unidade Integrada Severiano de Sousa, no bairro Anjo da Guarda, recebe a oficina Sotaque de Zabumba, conduzida por Tayna Redondo, do grupo Zabumbeiras MA. No dia 25, a UEB Ministro Henrique de La Roque, na Vila Embratel, sedia a oficina Sotaque de Matraca Pandeirão, ministrada pelo percussionista Kayk Ferreira. As atividades integram o eixo formativo do projeto e buscam fortalecer o encontro entre juventudes e mestres da cultura popular.
Em sua trajetória, o festival já ocupou diferentes espaços. A primeira edição aconteceu no Convento das Mercês. A segunda, batizada de Rota Quilombola, foi realizada na sede do Bumba Meu Boi de Leonardo, no bairro da Liberdade, território simbólico da resistência afrodescendente em São Luís.
Andrea Frazão destaca que a cultura negra no Maranhão não se restringe ao passado. “As raízes carregam a memória da nossa terra. A cultura negra no Maranhão se fortalece no invisível: nas vozes dos nossos mestres e mestras, no toque dos tambores, nas rodas de samba, nos paredões das radiolas, nos territórios e nos encontros que mantêm viva a nossa história”, afirma. “Celebrar a cultura negra no Maranhão é reconhecer uma herança presente em nossa música, em nossos modos de viver, criar e festejar. É reafirmar a importância dos artistas, mestres e mestras que mantêm vivas essas tradições e mostrar que a cultura negra não pertence apenas ao passado. Ela é presente, criação, inovação e futuro”, completa.
O festival tem apoio da Prefeitura de São Luís e da Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir). Todas as atividades têm entrada gratuita.
Serviço
Ayó 2026
Dias 30 e 31 de julho de 2026
Praça das Mercês, Centro Histórico de São Luís (MA)
Programação: shows, Feira Afro e ações formativas
Entrada gratuita
Oficinas:
23 de junho, às 13h30
Oficina Sotaque de Zabumba, com Tayna Redondo (Zabumbeiras MA)
Unidade Integrada Severiano de Sousa, Anjo da Guarda
25 de junho, às 7h30
Oficina Sotaque de Matraca Pandeirão, com Kayk Ferreira
UEB Ministro Henrique de La Roque, Vila Embratel
Realização: Instituto Cultural Pé no Chão
Patrocínio: Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Ministério da Cultura)
Apoio: Compir e Prefeitura de São Luís
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