Os trabalhadores da Petrobras deflagraram uma greve nacional por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (15). A paralisação, aprovada em assembleias da categoria, é uma resposta à rejeição da segunda contraproposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). As operações começaram a ser entregues às equipes de contingência ainda na madrugada.
📲 Entre no nosso canal do WhatsApp agora mesmo e receba as notícias diretamente no seu celular!
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) lidera o movimento e alega que a estatal não avançou nas três principais demandas: o fim dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, o aprimoramento do plano de cargos e salários com garantias contra ajustes fiscais, e a defesa de um modelo de negócios que fortaleça a empresa pública. A categoria reivindica respeito, dignidade e uma distribuição justa da riqueza gerada.
A adesão à greve foi integral no Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas, e atingiu plataformas no Espírito Santo e no Norte Fluminense. Pela manhã, trabalhadores de pelo menos seis refinarias (localizadas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná) também aderiram à paralisação, sem realizar a troca de turno.
O movimento coincide com reuniões em Brasília que envolvem representantes dos petroleiros, do governo federal e da Comissão Quadripartite. A greve ocorre em um contexto de forte pressão sobre a previdência dos funcionários. Os PEDs são mecanismos legais para cobrir o déficit do fundo de pensão Petros, implicando descontos extras nos salários, benefícios e contribuições das empresas.
A FUP contrapõe a política de remuneração aos acionistas com as negociações trabalhistas. De acordo com o sindicato, a Petrobras distribuiu R$ 37,3 bilhões em dividendos nos primeiros nove meses do ano, enquanto ofereceu um ganho real de apenas 0,5% no ACT, além de incluir retrocessos e diferenciações entre os trabalhadores da holding e das subsidiárias.
Desde a semana passada, aposentados e pensionistas já mantinham uma vigília em frente à sede da Petrobras no Rio de Janeiro, cobrando uma solução definitiva para os déficits da Petros. A empresa não se pronunciou publicamente após o início da greve.
Leia outras notícias em recordnewsma.com. Siga a Record News MA no Instagram, curta nossa página no Facebook e se inscreva em nosso canal no Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso WhatsApp (98) 99100-8186.




