A falta de diálogo entre a Prefeitura de São Luís e a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) foi o centro do discurso do vereador Eduardo Andrade (PL) na manhã desta segunda-feira (15). Durante o pequeno expediente da Câmara Municipal, o parlamentar, que assumiu a vaga da vereadora Flávia Berthier (PL), listou os prejuízos causados pela sobreposição de serviços nas vias da capital maranhense, especialmente no período chuvoso.
Em sua primeira fala na tribuna, Andrade apontou que obras de recapeamento e tapa-buracos realizadas pela administração municipal são frequentemente destruídas por intervenções posteriores da Caema. Segundo o vereador, a ausência de um cronograma conjunto entre as duas esferas transforma o trabalho da prefeitura em algo efêmero, o que agrava a situação dos alagamentos e dos buracos que se abrem nas ruas com as chuvas.
O vereador classificou a situação como um ciclo vicioso de desperdício. Ele afirmou que a prefeitura executa um serviço para restaurar a trafegabilidade e a segurança das vias, mas a concessionária de água e esgoto, em ação posterior, abre novamente o asfalto para manutenção de suas redes. O resultado, na avaliação dele, é a aplicação duplicada de verba pública e a deterioração permanente da infraestrutura urbana.
Andrade mencionou a região da Lagoa da Jansen como exemplo mais evidente do problema. De acordo com o vereador, em um raio de dois quilômetros no bairro, é possível contabilizar oito ou nove pontos onde a Caema atuou em trechos que já haviam sido asfaltados pela prefeitura. Ele classificou a situação como um indicador claro da falta de planejamento e integração entre os órgãos.
O parlamentar também destacou que os transtornos vão além do aspecto financeiro. Para ele, o cidadão que paga impostos acaba arcando duas vezes com o mesmo serviço e ainda convive com os danos estruturais que se tornam permanentes com a chegada das chuvas. O período de maior precipitação, lembrou o vereador, é justamente o momento em que a cidade enfrenta o maior número de buracos e interdições.
A fala de Eduardo Andrade reforçou a cobrança por uma articulação mais eficiente entre a prefeitura e a Caema. O vereador defendeu que, enquanto não houver um alinhamento prévio para a execução das obras, a população continuará a sofrer com os reflexos de uma gestão descoordenada e o dinheiro público seguirá sendo empregado sem que haja solução definitiva para os problemas de infraestrutura da cidade.
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