Em um movimento que evidencia as tensões entre o Planalto e a base aliada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a saída do ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciada nesta quarta-feira (17). A decisão ocorre após a expulsão do ministro do União Brasil, partido que decidiu desembarcar formalmente do governo em setembro. Sabino optou por permanecer no cargo, desafiando a orientação da legenda.
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Para o lugar de Sabino, a indicação é Gustavo Damião, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB) e ex-secretário de Turismo da Paraíba. O nome partiu da ala governista do partido, composta por aproximadamente 20 a 22 deputados, e teve o aval do presidente da sigla, Antonio Rueda. Apesar de não ter participado diretamente da escolha, Rueda apoiou o movimento para remover Sabino, com quem mantinha um desgaste público.
A expulsão do ministro foi formalizada no último dia 8, após recomendação do Conselho de Ética do partido. O conflito teve origem em uma reportagem que vinculava Rueda a supostos aviões operados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), acusação que ele nega. Integrantes do União Brasil suspeitaram de influência do Planalto na divulgação da matéria, o que levou à ordem para que todos os filiados deixassem cargos no governo. Sabino, porém, articulou sua permanência, apostando na visibilidade da COP30, conferência climática da ONU marcada para ocorrer no Pará, seu estado de origem.
A substituição no ministério é vista por integrantes da cúpula do União Brasil como um possível início de um armistício. O partido, que planejava apoiar a candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2026, viu o cenário se complicar com a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Agora, parte dos líderes defende uma postura de neutralidade.
Em rede social, Celso Sabino atribuiu sua expulsão à decisão de se manter no governo e por “ajudar o Pará”. O ministro, que é deputado federal licenciado, já sinalizou sua pré-candidatura ao Senado em 2026. A pasta do Turismo aguarda agora a transição oficial, enquanto o Palácio do Planalto busca recompor pontes com um partido chave para a governabilidade.
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