O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e sua esposa, a primeira-dama Eva Curió, prestam depoimento ao Ministério Público do Maranhão (MPMA) nesta terça-feira (6). Eles são apontados como líder e integrante de uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 56 milhões do município, conforme a Operação Tântalo II.
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As oitivas ocorrem na sede do MP em São Luís, a partir das 9h, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Na quarta-feira (7), estão convocados para depor a vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça e o empresário Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva.
A investigação apura um esquema que, segundo o MP, atuou durante a gestão do prefeito Curió por meio de contratos fraudados, pagamentos por serviços não executados e ocultação de recursos. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 56.328.937,59. Os crimes investigados incluem formação de quadrilha, fraude em licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
O esquema teria envolvido, além de agentes políticos, servidores públicos e diversas empresas. Entre elas, são citadas Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer e Serviços LTDA, MR Costa LTDA, AB Ferreira LTDA, Climatech Refrigeração, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura LTDA.
Silêncio e negativa marcam primeiro dia
Na segunda-feira (5), a etapa de depoimentos começou com a maioria dos investigados optando pelo silêncio. Dos seis convocados, apenas a chefe do Setor de Compras de Turilândia, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, falou aos promotores. Ela negou qualquer participação no esquema criminoso, embora seja investigada por supostamente auxiliar na gestão financeira dos valores desviados e ocultar irregularidades em contratos.
Também foram ouvidos, mas mantiveram silêncio, o médico neurocirurgião Eustáquio Diego Fabiano Campos, a pregoeira municipal Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, o contador Wandson Jonath Barros, a ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima e o empresário Marlon de Jesus Arouche Serrão. O MP aponta o contador como controlador financeiro dos desvios e a ex-vice-prefeita e seu marido como proprietários do Posto Turi, empresa citada nas investigações.
Caminho para a denúncia
Após a conclusão de todos os depoimentos, que incluem os do prefeito e da primeira-dama, o Ministério Público irá confrontar as declarações com as provas coletadas no inquérito. O próximo passo será a formalização de uma denúncia à Justiça contra os envolvidos na Operação Tântalo II, que investiga uma das maiores supostas organizações criminosas voltadas ao desvio de recursos públicos no interior do estado.
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