A iminência de uma greve que paralisaria todo o sistema de transporte público da Grande São Luís paira sobre a capital maranhense. As negociações para a nova Convenção Coletiva de Trabalho dos rodoviários, que devem vigorar em 2026, estão estagnadas, sem contraproposta considerada satisfatória pelas empresas, segundo o sindicato da categoria.
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O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) enviou sua proposta à parte patronal, representada pelo Sindicato das Empresas de Transportes (SET), ainda em novembro de 2025. Desde o início deste ano, reuniões têm ocorrido, mas, de acordo com a direção sindical, nenhum avanço concreto foi alcançado.

A principal divergência está na estrutura da proposta. A patronal sugeriu a criação de duas convenções distintas: uma para os trabalhadores do sistema urbano e outra para os do sistema semiurbano. A proposta foi rejeitada pelo STTREMA, que defende a manutenção de uma única convenção para toda a categoria, baseado no princípio de direitos iguais para todos os profissionais.
O presidente do STTREMA, Marcelo Brito, que tem participado de todos os encontros, afirma que a única alternativa, caso o prazo das negociações se esgote sem um acordo, será a paralisação. Ele acusa as empresas de protelar o processo. Entre as cláusulas consideradas essenciais pelos trabalhadores estão o reajuste salarial e a revisão do valor do ticket alimentação.
Com o fim do prazo negociador se aproximando, a tensão aumenta. A perspectiva de uma greve coloca em alerta milhares de usuários que dependem do transporte coletivo na região metropolitana de São Luís, enquanto sindicato e empresas permanecem em lados opostos da mesa.
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