A sessão da Câmara Municipal de São Luís, nesta quarta-feira (18), foi marcada por negociações de última hora envolvendo duas propostas enviadas pelo Executivo. Em entrevista ao programa Dizendo Tudo, o vereador Douglas Pinto detalhou os bastidores da votação que aprovou o reajuste salarial de 10% para os servidores municipais, mas que deixou para a próxima segunda-feira a análise do projeto que cria 40 novas vagas efetivas para a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT).
Segundo o parlamentar, que integra a bancada de apoio ao prefeito Eduardo Braide, o clima foi tenso devido à resistência de parte dos vereadores em votar ambas as matérias em regime de urgência. “Hoje mesmo, a gente tava lá lutando por essas pautas”, afirmou.
Douglas Pinto explicou que solicitou ao presidente da Casa, Paulo Vitor, a inclusão imediata na ordem do dia do projeto que concede o reajuste de 10% a mais de 30 mil servidores, incluindo ativos, aposentados e pensionistas. A proposta foi aprovada.
O impasse, no entanto, se deu em relação à segunda mensagem do prefeito, encaminhada na última segunda-feira, que prevê a ampliação do quadro de agentes de trânsito. De acordo com o vereador, o parlamentar Raimundo Penha pediu mais tempo para analisar a criação das vagas. “Aí eu, pra que o reajuste fosse logo aprovado, pra não ter confusão, eu abdico da solicitação de colocar na pauta do dia, mas eu faço acordo pra que seja votado na próxima sessão”, relatou.
O acordo firmado com o presidente da Câmara prevê que a proposta das 40 vagas seja apreciada na segunda-feira.
Durante a entrevista, o vereador também rebateu a informação de que 120 agentes teriam sido demitidos para dar lugar aos novos concursados. Ele esclareceu que se trata de uma realocação de servidores antigos, que não eram efetivos e retornaram a seus cargos de origem. “Eles não foram demitidos. Continuam no município”, afirmou, acrescentando que, com a previsão de nomear 120 novos agentes, a abertura das 40 vagas se fez necessária para preencher o déficit.
Questionado sobre o entrave envolvendo emendas parlamentares destinadas ao Hospital do Denorabelo, um dos motivos apontados para a insatisfação de vereadores, Douglas Pinto defendeu o Executivo. Ele próprio destinou R$ 500 mil em emendas à unidade, mas explicou que o pagamento está suspenso por questões técnicas. “Lá no projeto da dona Anabelo, está escrito que tem que ser feito uma construção, e o nosso regramento impede que seja feita a construção. Pode ser utilizado o recurso pra custeio de equipamentos, materiais, mas pra construção não pode”, esclareceu. Segundo ele, as emendas estão empenhadas e serão pagas assim que o projeto for corrigido.
Ao avaliar a gestão municipal, o vereador destacou o que chamou de “revolução na administração pública”, citando obras de infraestrutura, iluminação de LED e reformas em unidades de saúde e educação. Sobre uma possível candidatura do prefeito Eduardo Braide ao governo do estado, Douglas Pinto afirmou que o chefe do Executivo é “reservado” quanto ao assunto, mas que a população manifesta apoio.
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