O volume de serviços no Brasil registrou variação positiva de 0,1% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor alcançou o patamar mais alto da série histórica.
O avanço foi puxado principalmente pelas atividades de Informação e Comunicação, que cresceram 1,1%, com destaque para os serviços de tecnologia da informação. O setor de Transportes também contribuiu para o resultado positivo, com alta de 0,6%, influenciada pelo transporte rodoviário de cargas, que subiu 0,9%.
Em fevereiro, três das cinco atividades pesquisadas tiveram expansão. Os serviços prestados às famílias cresceram 1,4%, registrando a maior taxa desde março de 2025. Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares caíram 0,3%, terceira taxa negativa consecutiva. Os outros serviços recuaram 0,4%.
Na comparação com fevereiro de 2025, o volume de serviços cresceu 0,5%, o 23º resultado positivo seguido. O acumulado nos últimos doze meses chegou a 2,7%. O setor de Informação e Comunicação voltou a liderar a alta anual, com expansão de 4,9%. Serviços prestados às famílias subiram 4,2%, e os profissionais, administrativos e complementares avançaram 0,8%. Em sentido oposto, transportes e outros serviços recuaram 2,8% cada.
Regionalmente, 13 das 27 unidades da federação tiveram alta no volume de serviços em fevereiro ante janeiro. O Rio de Janeiro cresceu 1,0%, maior influência positiva, seguido por Bahia (1,7%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Mato Grosso do Sul (4,2%). São Paulo caiu 0,4% e exerceu a principal pressão negativa.
Já na comparação anual, apenas nove estados tiveram expansão. São Paulo avançou 3,7%, maior contribuição positiva, seguido pelo Distrito Federal (4,5%) e Mato Grosso (2,7%). Rio de Janeiro recuou 3,6%, Minas Gerais caiu 3,7%, Paraná perdeu 3,8% e Ceará teve queda de 7,4%.
O índice de atividades turísticas registrou retração de 0,9% frente a janeiro, o terceiro resultado negativo consecutivo. No período, o setor acumula perda de 1,7%. O segmento opera 2% abaixo do pico histórico, alcançado em dezembro de 2024. São Paulo liderou as perdas no turismo, com queda de 1,8%.
O volume de transporte de passageiros ficou estável (0,0%) em fevereiro, após três quedas seguidas. O transporte de cargas cresceu 0,9%, interrompendo dois meses de perdas. Na comparação com fevereiro de 2025, o transporte de passageiros recuou 4,0%, rompendo uma sequência de 17 altas consecutivas, enquanto o transporte de cargas caiu 0,7%, após nove avanços seguidos.
A próxima divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, com os resultados de março, está prevista para 15 de maio.
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