O comércio varejista brasileiro voltou a superar seus próprios limites em março de 2026. O volume de vendas cresceu 0,5% em relação a fevereiro, renovando o recorde histórico da série iniciada no ano 2000, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
É o terceiro avanço consecutivo do setor, que, nos últimos seis meses, registrou resultado negativo apenas em dezembro de 2025, quando recuou 0,3%. O quadro sinaliza uma trajetória consistente de expansão desde outubro do ano passado.
Na comparação com março de 2025, o varejo acumulou alta de 4,0%, com crescimento em todas as oito atividades pesquisadas pelo IBGE.
Eletrônicos puxam resultado positivo
Cinco das oito atividades pesquisadas avançaram no mês. O maior destaque foi o segmento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com alta de 5,7%. O desempenho foi associado à valorização do real frente ao dólar nos últimos três meses, já que a maior parte dos produtos do setor é importada, como celulares e televisores.
Combustíveis e lubrificantes (2,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%) também registraram resultados positivos.
Supermercados registram maior queda em quase dois anos
No campo negativo, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo recuou 1,4% em março, o pior desempenho desde junho de 2024, quando havia caído 3,0%. Móveis e eletrodomésticos também recuaram, com queda de 0,9%, puxada principalmente pelo setor moveleiro. Tecidos, vestuário e calçados ficaram estáveis, sem variação em relação ao mês anterior.
Maranhão lidera avanços regionais
Em recorte por Unidade da Federação, 19 dos 27 estados registraram resultados positivos frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. Maranhão (3,8%), Amazonas (3,7%) e Piauí (3,5%) lideraram os avanços. Entre os estados com desempenho negativo, destacaram-se Bahia (-2,2%), Pernambuco (-2,0%) e São Paulo (-1,0%). A Paraíba ficou estável.
Perspectiva anual reforça expansão
Na comparação com março do ano anterior, todas as atividades cresceram. O segmento de equipamentos de informática e comunicação registrou a segunda maior alta desde o segundo semestre de 2021, com expansão de 22,5%, ficando atrás apenas do resultado de dezembro de 2025, quando o setor havia avançado 31,1%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico subiram 11,1%, e livros, jornais, revistas e papelaria, 10,2%.
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