Pesquisa AtlasIntel realizada em parceria com a Bloomberg e divulgada nesta terça-feira (19) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06939/2026, ouviu 5.032 eleitores entre 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Primeiro turno
No cenário estimulado para o primeiro turno, que inclui Lula, Flávio Bolsonaro e outros seis nomes, o petista alcançou 47% das intenções de voto, contra 34,3% do senador. A diferença é de 12,7 pontos percentuais.
Os demais candidatos aparecem com percentuais muito inferiores: Renan Santos (Missão) tem 6,9%; Romeu Zema (Novo) tem 5,2%; Ronaldo Caiado (PSD) tem 2,7%; Augusto Cury (Avante) tem 0,4%; e Aldo Rebelo (DC) tem 0,2%. Outros nomes somam 0,6%. Votos brancos ou nulos representam 1,4%, e 1,9% dos entrevistados não souberam responder.
Na rodada anterior da pesquisa, realizada em abril, Lula tinha 46,6%, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 39,7%. O senador apresentou, portanto, uma queda de 5,4 pontos percentuais no período.
Segundo turno
Em um eventual confronto direto no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 48,9% contra 41,8% do senador. A vantagem é de 7,1 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos somam 9,3%.
Impacto do vazamento de conversas
A pesquisa indica que a queda de Flávio Bolsonaro coincide com a divulgação de áudios e mensagens vazadas de supostas conversas entre o senador e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo o levantamento, 95,6% dos entrevistados disseram ter conhecimento do vazamento. Entre esses, 92,5% ouviram o áudio. Para 45,1% dos que souberam do caso, a divulgação enfraqueceu muito a candidatura do senador. Outros 34,2% afirmaram que enfraqueceu um pouco, enquanto 13,5% disseram que não teve efeito.
A pesquisa também perguntou se o vazamento tornou os eleitores menos dispostos a votar em Flávio Bolsonaro. Entre os que tomaram conhecimento, 40,3% disseram que ficaram muito menos dispostos, e 24,9% afirmaram que ficaram um pouco menos dispostos.
Entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 86,1% defenderam que Flávio Bolsonaro mantenha sua candidatura diante da divulgação das conversas, enquanto 10,9% opinaram que ele deveria retirar o nome e apoiar outro candidato.
Avaliação do governo
A pesquisa mostra que a aprovação ao desempenho do presidente Lula está em 47,4%, enquanto a desaprovação alcança 51,2%. A avaliação do governo é considerada ótima ou boa por 42,7% dos entrevistados, regular por 8,9%, e ruim ou péssima por 48,4%.
Rejeição
Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição entre os políticos listados. O senador é rejeitado por 53,4% dos entrevistados, que afirmaram não votar nele de jeito nenhum. Lula aparece em seguida, com 48,7% de rejeição. Jair Bolsonaro é rejeitado por 45,8%, e Michelle Bolsonaro, por 43,1%. Romeu Zema e Fernando Haddad têm rejeição de 31,9% e 31,8%, respectivamente.
Medo em relação ao resultado
Quando perguntados sobre qual resultado possível das eleições causa mais medo ou preocupação, 45,9% dos entrevistados citaram a eleição de Flávio Bolsonaro. A reeleição de Lula preocupa 40,6%. Ambos os resultados preocupam igualmente 12,1% dos entrevistados.
Confiança por área de governo
O levantamento também avaliou a confiança dos eleitores em Lula e em Flávio Bolsonaro para administrar diferentes áreas. Lula lidera em economia (47,4% a 33,9%), assistência social (55,4% a 27,7%), educação (48,1% a 32,2%), saúde (47,5% a 34,1%), meio ambiente (46,1% a 30,7%) e relação com o Congresso (43,4% a 34,2%). Flávio Bolsonaro tem vantagem apenas em segurança pública, com 42,4% contra 38,6% de Lula.
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