Depois de um mês de preparação em abril, o projeto II ReciclaCirco – Escolas de Circo Sustentáveis começa a ocupar cinco comunidades de São Luís com uma programação que une mobilização comunitária, formação artística e consciência ambiental. As ações ocorrem nos bairros Vila Bacanga, Sá Viana, Vila Nova, Vila Maranhão e Vila Ariri, sempre às 17h, com patrocínio da Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet.
A fase de treinamentos da equipe, realizada em abril, incluiu formação em acessibilidade, pedagogia voltada para crianças e confecção de malabares com materiais reciclados. O objetivo foi qualificar artistas e educadores para uma atuação sensível, inclusiva e conectada com as realidades locais.
A programação de mobilização comunitária começa no dia 29 de maio, na Vila Maranhão, e segue até 7 de junho. Batizada de “Vale Reciclar!”, a iniciativa transforma os territórios em picadeiros a céu aberto. As ações acontecem no IEMA da Vila Maranhão (29 de maio), na Praça das Sete Palmeiras, na Vila Embratel (1º de junho), na Orla da Vila Nova (5 de junho), na Quadra da Vila Bacanga, com participação da comunidade do Sá Viana (6 de junho), e na Quadra do Paraíso (7 de junho).
Paralelamente às atividades culturais, o projeto promove uma campanha de coleta de resíduos sólidos que serão usados na confecção de malabares durante as oficinas. Entre os materiais arrecadados estão garrafas PET de 1 litro e 1,5 litro, cabos de vassoura, papéis em geral (jornais, revistas, cadernos e folhas sulfite), câmaras de pneu de bicicleta, latas de leite e derivados, além de meias usadas.
Os encontros contam com cortejos circenses com artistas e mascotes, apresentações culturais, vivências abertas ao público, pintura facial e distribuição de cartilhas educativas.
O projeto chega em um momento simbólico para o setor cultural brasileiro. Neste mês de maio, entrou em vigor a lei que reconhece oficialmente a atividade circense como manifestação da cultura e da arte popular em todo o território nacional, reforçando o papel histórico do circo como ferramenta de inclusão, identidade cultural e transformação social no Brasil.
A partir de junho, começam as oficinas de circo e confecção de malabares reciclados, que seguem até outubro. No total, 75 crianças e jovens participam diretamente das atividades, em encontros semanais que misturam técnica, criatividade e consciência ambiental.
No ReciclaCirco, a sustentabilidade não aparece apenas como tema, mas como linguagem. Garrafas e plásticos deixam de ser descartes e passam a integrar o universo criativo das oficinas, sendo transformados em instrumentos de cena. Ao longo das atividades, crianças e jovens são incentivados a explorar a criatividade, desenvolver coordenação motora e descobrir novas formas de expressão artística a partir de materiais recicláveis. O projeto também inclui ações socioassistenciais, fortalecendo vínculos com as famílias e ampliando o impacto nas comunidades.
O coordenador do projeto, Donny Santos, destaca que o ReciclaCirco nasce do desejo de transformar realidades a partir da arte, criando possibilidades, despertando talentos e fortalecendo a autoestima das crianças e jovens.
O II ReciclaCirco será encerrado com um grande espetáculo, reunindo alunos e artistas profissionais em uma apresentação aberta ao público. O projeto é uma realização do Coletivo O Circo Tá na Rua, com patrocínio da Vale por meio da Lei Rouanet.
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