O vereador de Timon Luís Carlos da Silva Sá, conhecido como Kaká do Frigo Sá, foi preso na última sexta-feira (29), no município de Campo Maior, no Piauí. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a detenção ocorreu durante uma abordagem em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).
De acordo com a decisão judicial, o parlamentar é réu em uma ação penal que apura um homicídio ocorrido em janeiro de 2023. A ordem de prisão foi assinada pelo desembargador José Nilo Ribeiro Filho e tem validade até julho de 2045.
A defesa de Kaká do Frigo Sá havia solicitado habeas corpus sob a alegação de ausência de fatos recentes que justificassem a manutenção da prisão preventiva. Os advogados também argumentaram que o vereador colaborou com as investigações e permaneceu em liberdade durante o andamento do inquérito.
Apesar dos argumentos apresentados pela defesa, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu manter a prisão preventiva. Segundo o entendimento do colegiado, a medida permanece necessária diante do risco ao andamento do processo e da gravidade dos fatos investigados.
A decisão ainda revogou uma liminar anterior que havia substituído a prisão por medidas cautelares. Até então, o parlamentar respondia ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de determinações judiciais.
Luís Carlos da Silva Sá é réu em uma ação penal que apura o assassinato de Antônio de Pádua Cunha Santos, ocorrido em janeiro de 2023. Além do vereador, também respondem ao processo o irmão dele, Gildásio da Silva Sá, o sobrinho Gilfran Sá da Silva, e outros três acusados.
Os investigados respondem por homicídio qualificado, por motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Conforme a denúncia do Ministério Público do Maranhão, o crime teria sido planejado após os acusados acreditarem que Antônio de Pádua tinha participação na morte de um familiar da família Sá, identificado como Antônio Carlos Gomes de Abreu, conhecido como “Carlinhos”.
Ainda segundo a acusação, teria sido oferecida a quantia de R$ 100 mil para a execução do homicídio.
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