O Instituto Veritá, que já enfrenta questionamentos judiciais sobre a lisura de seus levantamentos, voltou a gerar polêmica. Documentos protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a empresa incluiu municípios maranhenses em uma pesquisa de intenção de voto para presidente da República e governador de Santa Catarina.
O estudo registrado sob o número TSE-SC 02757/2026 foi realizado entre os dias 27 e 31 de maio de 2026. No entanto, o relatório inicial da pesquisa listava cidades como São Luís, Imperatriz, Pinheiro, Santa Inês, Barreirinhas e Barra do Corda (todas no Maranhão) como parte do levantamento destinado a medir a disputa catarinense.
A inconsistência veio a público após a repercussão do caso. Em nota, o Instituto Veritá admitiu ter identificado uma “inconsistência pontual de natureza territorial” durante os procedimentos internos de conferência e validação da base de entrevistas. A empresa afirmou que o problema afetou 35 entrevistas, que foram descartadas e substituídas conforme critérios metodológicos.
O instituto sustentou que a falha foi corrigida ainda no processo de validação, sem impacto na metodologia, na consistência estatística ou nos números finais divulgados. A empresa também alegou que nenhum eleitor do Maranhão chegou a ser entrevistado para compor os resultados do estado catarinense.
O Veritá já responde a processos na Justiça Eleitoral. No Maranhão, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa do mesmo instituto por indícios de irregularidades.
Nota à Imprensa
A respeito da pesquisa registrada sob o número TSE-SC 02757/2026, realizada entre os dias 27 e 31 de maio de 2026, o Instituto Veritá esclarece que, durante os procedimentos internos de conferência e validação da base de entrevistas, foi identificada uma inconsistência pontual de natureza territorial em parte residual da amostra.
A inconsistência estava relacionada à classificação territorial de entrevistas vinculadas a municípios que não integram o estado de Santa Catarina. Ao todo, a ocorrência envolveu apenas 35 entrevistas dentro do universo total da pesquisa.
Como procedimento técnico de controle de qualidade, essas entrevistas foram desconsideradas da base válida e devidamente substituídas conforme os critérios metodológicos aplicáveis ao levantamento. Dessa forma, a inconsistência foi integralmente tratada no processo de validação, sem qualquer interferência na metodologia, na consistência estatística ou no resultado final da pesquisa.
O Instituto Veritá reforça que seus levantamentos passam por etapas de checagem, revisão e validação, justamente para assegurar que eventuais inconsistências operacionais sejam identificadas e tratadas antes da consolidação dos dados finais.
Assim, a pesquisa manteve sua integridade técnica, sua credibilidade metodológica e a leitura final dos dados divulgados.
Instituto Veritá
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