A Polícia Civil do Maranhão investiga o assassinato de Francisca da Silva Sousa, 42 anos, encontrada carbonizada na quarta-feira (10) na zona rural de Timon, cidade localizada na região metropolitana de Teresina. O corpo foi localizado por moradores após a constatação de um forte odor na região. A vítima estava desaparecida desde o domingo (7), quando voltava de um bar com uma amiga.
A família aponta o ex-marido de Francisca como o principal suspeito. Segundo a sobrinha da vítima, Maria Iranildes, o relacionamento era conturbado, marcado por brigas, ameaças constantes e consumo excessivo de álcool por parte do ex-companheiro. Mesmo após o término da união, ele insistia em se aproximar dela. “Ele a ameaçava constantemente, dizia que ia matá-la porque ela não queria mais ficar com ele”, relatou a familiar.
Conforme o depoimento da sobrinha, Francisca chegou a acionar a polícia para retirar o ex-marido de casa. Agentes foram ao local e o removeram do imóvel. “Todo mundo gostava dela. Ela não tinha inimigos. O único inimigo que tinha era o companheiro com quem vivia”, afirmou Maria Iranildes. A família sustenta que não há outra pessoa sob suspeita.
A sobrinha também descreveu a brutalidade do crime. “Rasparam a cabeça dela, tiraram a roupa e a deixaram nua. Lá havia pedaços de madeira com sangue. Foi muita crueldade”, disse. “A gente quer justiça, porque foi muita maldade o que fizeram com ela.”
Francisca era dedicada à família, de acordo com a familiar. Ela havia deixado de trabalhar para cuidar de um neto desde recém-nascido, filho de outro filho que também teve a vida tirada, conforme Maria Iranildes, sem detalhar a circunstância dessa outra morte.
A Polícia Civil do Maranhão informou que as investigações estão em andamento, incluindo a apuração da motivação e do envolvimento de suspeitos. Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro do ex-marido de Francisca da Silva Sousa.
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