A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (18), no Diário Oficial da União, resolução que determina o recolhimento de dois medicamentos antibióticos e de um soro fisiológico por irregularidades na qualidade dos produtos. Foi determinada ainda a suspensão de todas as preparações de uma farmácia de manipulação. Os itens não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados.
Entre os produtos afetados está o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional. O medicamento, de uso injetável e indicado para infecções graves, teve o recolhimento iniciado voluntariamente pela própria empresa após a constatação de um pedaço de vidro no interior do frasco, conforme comunicado enviado à Anvisa.
A resolução atinge também o lote 24101854 do antibiótico fosfato de clindamicina 150 mg/ml solução injetável, apresentado em caixa com 50 ampolas, produzido pela Hypofarma Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda. De acordo com a agência, foi confirmado desvio de qualidade relacionado à coloração amarelada da solução, além da presença de corpos estranhos e precipitados no interior do frasco lacrado.
Em nota, a Hypofarma informou que a medida está sendo tratada em conformidade com os protocolos regulatórios e em alinhamento com a autoridade sanitária. A companhia afirmou ainda que mantém colaboração integral com os órgãos competentes e que adota todas as medidas cabíveis em seus processos internos e regulatórios.
O terceiro produto alvo da resolução é a solução fisiológica de cloreto de sódio Equiplex – 9mg/ml, fabricada pela Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda. O lote 2513588, com validade para 30 de junho de 2027, apresentou desvio de qualidade e também deve ser recolhido, sem possibilidade de venda, distribuição ou uso, conforme destacou a Anvisa em nota.
A resolução determina ainda o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia S J do Jabour Ltda. Segundo a Anvisa, foi comprovado que a farmácia expôs e comercializou produtos manipulados padronizados e não individualizados, sem a devida prescrição por profissional competente. Os medicamentos eram divulgados e vendidos por meio do site da empresa e de redes sociais, com nome comercial nos rótulos, o que é vedado pela legislação.
A Agência Brasil procurou a União Química Farmacêutica Nacional para comentar o caso, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. A reportagem também não conseguiu contato com a Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda e com a Farmácia S J do Jabour Ltda.
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