O Brasil abriu 112.334 vagas de emprego com carteira assinada em janeiro de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo é resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos no período.
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No acumulado dos últimos 12 meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, foram gerados mais de 1,22 milhão de postos formais. Com isso, o estoque total de vínculos empregatícios no país alcançou 48,57 milhões de trabalhadores formalizados, uma alta de 2,6% em relação ao estoque anterior, de 47,34 milhões.
A região Sul liderou a geração de empregos no mês, com um saldo de 55,7 mil vagas. Na sequência, aparecem as regiões Centro-Oeste (35,4 mil), Sudeste (13,3 mil), Nordeste (6,1 mil) e Norte (1,7 mil).
Na análise por unidades da federação, 18 dos 27 estados registraram saldos positivos. Os destaques foram Santa Catarina (19 mil), Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421) e Paraná (18.306), cada um com mais de 18 mil novos postos formais.
Setores
No recorte por atividades econômicas, quatro dos cinco grandes grupamentos tiveram desempenho positivo. A Indústria foi a que mais empregou em janeiro, com a abertura de 54.991 vagas. Em seguida, aparecem os setores da Construção (50.545), Serviços (40.525) e Agropecuária (23.073).
O saldo total do mês não foi maior devido ao desempenho do Comércio, que registrou um saldo negativo de 56.800 postos. Segundo a pasta, o resultado é reflexo da sazonalidade do período pós-festas de fim de ano.
Perfil dos contratados
Homens preencheram a maioria das vagas formais geradas em janeiro, ocupando 94,53 mil postos, enquanto as mulheres ficaram com 17,79 mil vagas. A faixa etária até 24 anos concentrou 99,5% das contratações, totalizando 111,80 mil novos postos.
Em relação à escolaridade, pessoas com nível médio completo foram as que mais conseguiram colocação no mês, preenchendo 69,61 mil vagas, seguidas por aquelas com nível médio incompleto (12,76 mil). No recorte por raça, a maior parte dos postos foi ocupada por pessoas pardas (76,56 mil), seguidas por brancas (33,56 mil), pretas (13,21 mil) e indígenas (4,16 mil).
Remuneração
O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78. O valor representa um aumento de R$ 77,02 (3,3%) em comparação com dezembro de 2025, quando a média foi de R$ 2.312,76. Frente a janeiro do ano passado, a alta foi de R$ 41,58 (1,77%).
