Está pensando em investir na profissão ou até mesmo mudar de carreira? Trabalhar com tecnologia pode ser uma boa ideia. Afinal, não é novidade que o futuro do mercado de trabalho está sendo escrito sob a forma de códigos, dados e muita inteligência artificial. Segundo uma pesquisa da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio/SP) o número de empregos em profissões ligadas à tecnologia aumentou 95% em dez anos. Só o cargo de engenheiro de sistemas operacionais em computação teve alta de 741,2% nos vínculos empregatícios. Tecnólogo em gestão de TI, pesquisador em computação, engenheiro de aplicativos, todos esses são exemplos de funções cuja oferta de vagas disparou nos últimos anos.
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A tendência começou na pandemia: de acordo com o site de recrutamento online Catho, as vagas no setor de tecnologia cresceram 670% no ano de 2020. O coordenador do Núcleo de Tecnologias do UniFacimp Wyden, José Vieira, reforça que a demanda se mantém, com o mercado buscando cada vez mais profissionais com conhecimento na área de dados e segurança da informação. “À medida que os processos se tornam mais informatizados, cresce também a necessidade de garantir a proteção das informações. Por isso, a busca por especialistas em dados, análise de grandes volumes de informações (big data) e segurança da informação é cada vez maior. A área de desenvolvimento também continua sendo extremamente importante e bastante procurada pelo mercado”, completa o coordenador.
Oportunidades
Thalyta de Sousa Silva é uma prova desse aquecimento do mercado. Ela está cursando o 7º período de Sistemas de Informação no UniFacimp Wyden e, mesmo não tendo concluído ainda a graduação, já conquistou uma vaga de estágio remoto na Neon Financeira, uma fintech brasileira. A atuação da empresa dialoga perfeitamente com o principal eixo de interesse da estudante: a área de dados.
“Na faculdade, principalmente na área de dados, normalmente lidamos com dados perfeitos e é mais fácil partir para a análise ou para o treinamento de modelos. No mercado real, porém, grande parte do trabalho está justamente nesse processo, que é muito mais complexo do que parece. Hoje, atuando no mercado financeiro, ter o preparo oferecido pelo universo acadêmico faz muita diferença, já que este é um ambiente dinâmico e exigente”, compartilha Thalyta.
Ao contrário da maioria das pessoas que escolhem um curso de tecnologia, Thalyta nunca foi amante de jogos ou de montar peças de computador. “Meu primeiro contato com programação foi no Ensino Médio, que conciliei com um curso técnico em automação industrial. Lá tive contato com lógica, redes e programação. Posso dizer que o interesse surgiu daí, e foi isso que me fez escolher o curso”, comenta a estudante.
APOIO
Segundo Thalyta, seu ingresso na empresa júnior Smart Creative Solutions – SCS (um projeto de extensão formado por estudantes, com o apoio de professores do Núcleo de Tecnologia do UniFacimp Wyden, dedicado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas e de consultoria para o mercado local) ainda no segundo semestre da faculdade foi essencial para estabelecer uma conexão efetiva entre os estudos e o mercado. “Entrei nessa iniciativa em uma fase em que eu nem sabia o que era uma API (Interface de Programação de Aplicações). No início, foi um grande choque, mas foi ali que eu aprendi de verdade. Virou a minha casa de aprendizado, tive meu primeiro contato com o mercado e consegui absorver tudo o que sei, além de contar com todo o apoio dos meus professores durante as etapas do processo seletivo para o estágio”, completa.
Qual o diferencial?
Comunicação, escuta ativa, proatividade e trabalho em equipe foram habilidades determinantes, segundo a estudante, para que ela conseguisse se destacar. Muitas dessas competências podem ser desenvolvidas ou aprimoradas dentro dos próprios projetos de extensão promovidos pelas disciplinas, mas, na prática, costumam não receber a devida importância. Para Thalyta, no entanto, essas habilidades foram um verdadeiro divisor de águas.
